22 outubro, 2010

Carlos Reygadas e a abstracção visual da música


Japón (2002), Battle in Heaven ( 2005) e Stellet Licht (2007) são os nomes mais sonantes do ainda recente trabalho até agora realizado pelo cineasta mexicano Carlos Reygadas. O seu estilo não é, por vezes, de fácil digestão. O que nos transmite nos seus filmes é feito de uma forma muito peculiar e profunda. Encontramos nos seus filmes um tipo de cinema que não nos deixa indiferentes.
Herdeiro de Tarkovsky (principalmente na contemplação da natureza) é ainda possuidor de um sentido de estética refinado, quer a nível visual, quer a nível sonoro.
Em Japón a música consegue, por vezes, transcender as imagens que nos são apresentadas.
As opções de Reygadas não são" humildes ": fragmentos da Sinfonia n.º 15 de Shostakovich
"Paixão segundo S. Mateus " de Bach e ... obras de Arvo Part.
O filme recebeu vários prémios como a menção especial Caméra D'Or ( Cannes, 2002), Mejor Ópera Prima ( Academia de México, 2004 ), Premio L'Âge D'Or ( Bruxelas 2002 ) e Melhor Filme Latinoamericano do ano de 2002. 

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