08 janeiro, 2011

Patriotismo político num Portugal esquecido

"Há três realidades sociais - o indivíduo, a Nação, a Humanidade.(…)

A Humanidade é outra realidade social tão forte como o indivíduo, mais forte que a Nação, porque mais defenida do que ela (…). É através da fraternidade patriótica, fácil de sentir a quem não seja degenerado que gradualmente nos sublimamos ou sublimaremos, até à fraternidade com todos os homens. (…) A Nação é a escola presente para a Super-Nação futura. Cumpre, porém, não esquecer que estamos ainda e durante séculos estaremos na escola e só na escola.

Se intensamente patriota é três coisas: é primeiro, valorizar em nós o indivíduo que somos e fazer o possível por que se valorizem os nossos compatriotas, para que assim a Nação, que é a suma viva dos indivíduos que a compõem, e não o amontoado de pedras e areia que compõem o seu território, ou a colecção de palavras separadas ou ligadas de que se forma o seu léxico ou a sua gramática - possa orgulhar-se de nós, que, porque ela nos criou, somos seus filhos, e seus pais porque a vamos criando."

Fernando Pessoa

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