"Sátántangó" é um épico de 7 horas e meia revelador do imenso talento do cineasta húngaro Béla Tarr, recentemente premiado na Berlinale 2011.
O filme centra-se numa pequena comunidade que vive numa vila húngara depois da queda do comunismo. O regresso de Irimias, um elemento da comunidade que todos acreditavam estar morto, vai trazer o desespero e confusão aos habitantes da vila.
É um filme meditativo, melancólico, minimalista, com uma paisagem "morta" e rural. Nele encontramos planos longos, muitos longos...e pausados, mas a forma como Tarr move a câmera é genial. Filmado a preto e branco ( como sempre o faz ) a fotografia é outra mais valia do filme.
O cinema poético e contemplativo de Tarr comunga do naturalismo e existencialismo do cinema de Tarkovsky.
O cinema poético e contemplativo de Tarr comunga do naturalismo e existencialismo do cinema de Tarkovsky.
"Damnation" (1987); "Werckmeister Harmonies" (2000) e "The Man From London" (2007) são outros filmes na mesma linha de cinema a que o húngaro nos habituou.
2 comentários:
Obra Prima, mas as Harmonias de Werckmeister é algo deslumbrante e marvavilhoso.
Concordo, pois também já o vi, aliás tudo o que B.Tarr faz é muito bom e com uma linguagem muito própria ou se adora ou se detesta, não há ali meios termos ;)
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