John Le Carré
Notícia aqui: link
Curioso, mesmo hoje falava com uma amiga sobre este tipo de assunto.
Muitos artistas estão na arte pela fama, pelo sucesso comercial e a alimentar o seu ego, o que na minha opinião, deixa de ser a essência da arte.
Admiro esta atitute de John Le Carré, tal como admirei quando o mesmo se sucedeu com Herberto Hélder e o prémio Fernando Pessoa.
Basta repararmos numa tradição budista, as mandalas:
"Os Tibetanos acreditam que uma mandala contém o conhecimento para se adquirir iluminação dentro desta vida.
Os Monges criam estas imagens arquetípicas para nos lembrar do ciclo de vida e morte. No Tibet, o processo de se criar uma mandala é tão importante quanto a mandala em si. Leva-se anos de preparação e treinamento para se ganhar a habilidade e conhecimento apropriado para pintar uma mandala. Mesmo quando se está apto para pintar, ainda é feito uma meditação de três dias antes que se dêem as primeiras pinceladas.
A construção destas mandalas é um ritual que pode demorar até um mês com um ou dois monges devotando seus dias. O desenho é ritualmente preenchido com areia colorida durante dias, sendo depois destruído pelo vento ou varrido, representando a impermanência da vida. A areia que se torna abençoada através do processo de confecção da Mandala é utilizada para beneficiar a terra ou rios onde ela é jogada." via: link
Mais que fazer/criar algo para ter sucesso acredito que quando criamos se trata de uma extensão de nós mesmo. Penso que das coisas que mais afectam o artista é este ter receio do que o outro possa pensar sobre o que cria. Com isto, o artista deixa de ser ele mesmo e passa a criar algo em função do que os outros pensam.
Competição e comparações na arte, assunto muito delicado e evitável...
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