Para M. Duruflé (1902-1986) a composição era um processo lento e laborioso exigindo revisões constantes. Em sessenta anos não publicou mais que dez obras. Ao contrário do seu amigo e companheiro de estudos, Olivier Messiaen, Duruflé absteve-se de experiências vanguardistas que poderiam ter resultado numa linguagem diferente para a época, preferindo uma atitude retrospectiva, inspirando-se no gregoriano e tendo como modelo compositores como Debussy, Ravel e Fauré.
Neste Requiem (Missa de Defuntos), Duruflé utiliza a melodia do gregoriano dando à obra uma grande liberdade ritmica e expressiva.
A força da composição de Duruflé provém da fusão extraordinária de elementos díspares: canto-chão, modos litúrgicos, contraponto subtil, harmonias delicadas e a orquestração refinada de Debussy e Ravel.
Aqui fica apenas o início da obra: Introito e Kyrie.
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