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01 janeiro, 2014

Deixe que a Vida seja!


Sempre que você presta atenção em alguma coisa natural, em qualquer coisa que existe sem a intervenção humana, você sai da prisão do pensamento e de certa forma entra em conexão com o Ser no qual tudo o que é natural ainda existe. 
Prestar atenção numa pedra, numa planta, num animal, não é pensar nele, mas simplesmente percebê-lo, tomar conhecimento dele. Então algo da essência desse elemento da natureza se transmite a você. Sentir a calma desse elemento faz com que o mesmo calmo desponte no seu interior. Você sente como ele repousa profundamente no Ser – unido ao que é e onde é. Ao se dar conta disso, você também é transportado de volta para um lugar de repouso no fundo do seu ser. Veja como cada planta e cada animal é completo em si mesmos. Ao contrário dos seres humanos, eles não se dividem. Não precisam afirmar-se criando imagens de si mesmos, e por isso não precisam se preocupar em proteger e realçar essas imagens. O esquilo é ele mesmo. A rosa é ela mesma. Contemplar a natureza pode libertar você desse “eu” que é o grande causador de problemas.
Eckhart Tolle

23 fevereiro, 2013

Saúde

Neste artigo optei por fazer uma abordagem geral à saúde, na tentativa de criar uma reflexão e auto-avaliação sobre o que realmente significa sermos ou não saudáveis.
Para a maioria das pessoas, técnicos de saúde incluídos, a Saúde é meramente uma ausência de sintomas físicos ou emocionais; se não tivermos um problema diagnosticado somos saudáveis mesmo que no dia a dia nos sintamos terrivelmente mal; é comum (demasiado comum, acrescentaria) nos dias de hoje termos pessoas que não se sentem de todo bem consigo mesmas e que após uma bateria de testes sanguíneos, raios X, ecografias, chegam à conclusão de que estão em perfeita forma e que não têm a mínima razão para se queixarem. Contudo, os sintomas de mal-estar persistem e a sensação de que não estando doente também não se está suficientemente bem, é real.
Também, temos a ideia de que a saúde e a doença são estados absolutos - ou estamos (somos) saudáveis ou estamos (somos) doentes, não havendo estados intermédios, não existindo um determinado processo numa direcção ou outra.
Para mim, saúde e doença não são de forma alguma estados absolutos, mas sim processos contínuos de transformação: nunca estamos absolutamente saudáveis nem absolutamente doentes e paradoxalmente adoecemos na tentativa de recuperarmos a saúde, ou seja, num todo o organismo tende sempre a criar harmonia e saúde relativas.
Vejo a saúde e a doença como processos, como uma questão de orientação na vida: podemos estar num processo de saúde quando alinhamos as diferentes áreas da nossa vida (alimentação, exercício, atitude e outros) numa direcção produtiva para nós e para os outros ou num processo de doença quando os diferentes factores da nossa existência estão desalinhados entre si e não são coerentes ou consequentes.
A saúde tem essencialmente a ver com a forma como nos adaptamos ao meio em que vivemos e somos tão saudáveis quanto a nossa adaptação a factores físicos, emocionais ou sociais se dá de uma forma fluida e graciosa, quando a totalidade do nosso organismo se adapta espontaneamente ao meio circundante com o mínimo de tensão (não sem tensão, mas com a tensão necessária para a actividade que estamos a realizar ou para a situação em que nos encontramos).
Assim, citando William Tara autor do livro "Magical Mirror" , podemos dizer que "a saúde é uma interacção dinâmica entre o organismo individual e o ambiente em que vive, em que se produz o mínimo de stress, permitindo uma adaptação, movimento e desenvolvimento óptimos".
Por outro lado, a doença será uma incapacidade crescente de interagir com o ambiente de uma forma produtiva para o desenvolvimento do nosso próprio potencial, conduzindo a um isolamento cada vez maior.
Em 1997 li num livro escrito pelo filósofo George Ohsawa, um teste de saúde para avaliação regular que ainda hoje utilizo no dia a dia como uma forma de reflexão sobre a minha própria saúde; neste teste Ohsawa considera 7 áreas importantes de diagnóstico, e apesar de já ter bastantes anos considero este teste bastante actual e profundo.
Neste ponto do artigo sugiro-lhe que avalie o seu estado geral tendo em consideração os seguintes aspectos:

1. Vitalidade - num estado saudável, temos suficiente energia para realizarmos aquilo a que nos dispomos. A ligeireza com que consideramos normal o cansaço nos tempos modernos, parece-me ser no mínimo assustadora.
2. Bom Apetite - um apetite pela comida e pela vida em si que pode ser satisfeito sem extravagâncias. Uma curiosidade ilimitada e a força da vida são extensões naturais do nosso apetite físico.
3. Sono Profundo e Pacífico - adormecer rapidamente, dormir duma forma profunda e ficarmos satisfeitos com 6 a 7 horas de sono (para um adulto), acordando com uma enorme vontade de enfrentar mais um dia é a terceira condição de saúde.
4. Boa Memória - um reflexo de um funcionamento harmonioso do sistema nervoso e a sua capacidade de relembrar experiências passadas como uma instrução para o futuro.
5. Bom Humor - a capacidade de apreciar as qualidades paradoxais da vida e de não ficarmos apegados a experiências desagradáveis.
6. Clareza e Rapidez de Pensamento e de Acção - uma resposta rápida e apropriada aos acontecimentos previsíveis ou imprevisíveis a que estamos sujeitos.
7. Honestidade e Justiça - é a última condição de saúde de Ohsawa mas para ele a mais importante; honestidade e justiça reflectem-se numa apreciação profunda da ordem natural e numa compreensão de causa e efeito; Honestidade e Justiça permitem-nos também ver o alcance a longo prazo das nossas acções diárias.

Se os resultados do seu teste não são satisfatórios, é provável que não se sinta na sua melhor forma, pelo que é importante fazer uma reflexão sobre os seu estilo de vida e hábitos diários.
FRANCISCO VARATOJO

Em Nome Da Terra



"O homem do futuro está a nascer por todo o lado e é aquele que, com memória do passado, vai conseguir construir o futuro, ou seja,  juntar a cidade e o campo.

O futuro sustentável assenta assim numa verdadeira política de ...Ordenamento do Território, onde é urgente conservar a Paisagem, preservando a Biodiversidade e mantendo os ciclos de vida dos sistemas naturais fundamentais à vida dos portugueses.

Temos as aldeias com senhores envelhecidos, não está lá ninguém. É preciso muita coisa principalmente uma nova mentalidade para o planeamento do território.

Há uma ignorância total do que é um território, que tem de ter uma certa população a viver com dignidade.

84% da população mundial vai viver para as cidades, que ficam desmesuradas, ou então são todas torres, o que é desumano. Temos de criar um Éden para esta cidade, e temos que criar dentro do Éden o paraíso, que é o jardim."

Gonçalo Ribeiro Telles

07 novembro, 2012

Na vida!

Na vida! Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não arrisca vestir uma cor nova e não fala com quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão seu guru. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o escuro ao invés do claro e os pingos nos is a um redemoinho de emoções, exactamente a que resgata o brilho nos olhos, o sorriso nos lábios e coração ao tropeços. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto, para ir atrás de um sonho. Morre lentamente quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, ouvir conselhos sensatos. Morre lentamente quem não viaja, não lê, quem não ouve música,quem não encontra graça em si mesmo. Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte, Ou da chuva incessante. Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar. Morre lentamente quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, nunca pergunta sobre um assunto que desconhece e nem responde quando lhe perguntam sobre algo que sabe. Evitemos a morte em suaves porções, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples ar que respiramos.Somente com infinita paciência conseguiremos a verdadeira felicidade.

Pablo Neruda

17 setembro, 2012

Adeganha



 
ADEGANHA

Cores de Outono

Dia 22 e 23 de Setembro de 2012
ADEGANHA, TORRE DE MONCORVO     

A vida prossegue aqui no planalto, e agora inicia-se um novo ciclo. Chegou a apanha da amêndoa, já se preparam as cubas para o vinho e a azeitona, apesar de não chover, já se faz notar nas oliveiras. Aproxima-se o outono, e a falta de água acelera o decaimento das cores e das folhas. A Natureza ganha outra dimensão, mas o sentido é o mesmo. A partilha!
Procuramos com este pequeno evento dar as boas vindas ao Outono, e às actividades que a esta estação estão associadas. Os familiares voltaram para longe, mas a dureza dos afazeres não deixa tempo às saudades. As aldeias ficam mais sós, e depende-se da interajuda da comunidade para que parte das colheitas não fiquem no chão.

“ADEGANHA, cores de outono” é mais um acontecimento que dá a conhecer a ligação à terra das gentes da Terra Quente Transmontana. Aspira-se continuar a sensibilizar para a valorização da nossa identidade e cultura tradicional, dando a conhecer os usos e costumes desta região, tão ligados aos ciclos da natureza. Mais uma vez se pretende a valorização dos produtos da terra, destas atividades e destas gentes.

Neste fim-de-semana, que queremos regido pelo convívio entre gerações, as diversas atividades pretendem a partilha de conhecimento para que se valorize a experiência, a tradição, os valores e se dê continuidade a esse Saber Fazer às gerações vindouras.

O programa central das atividades será a vindima, e os trabalhos que lhe estão associados, mas não nos esquecemos da importância da amêndoa nesta região. Haverá ainda uma caminhada de envolvimento com a paisagem, oficinas de compotas e marmelada, e de licores, teatro, musica e a tradicional ronda pelas adegas.

Vai um copinho? SAÚDE!

Grupo de Amigos da Adeganha
Também no facebook

13 setembro, 2012

ALIMENTAÇÃO COMO UM ESTADO DE CONSCIÊNCIA Alimentação e filosofia macrobiótica


"A vida deve ser sustentada com o princípio dos 3 ésses: na busca do sustento, da saúde e da sabedoria."    Agostinho da Silva
A vida atualmente coloca-nos vários desafios com os quais nos deparamos diariamente, e isso interfere com o nosso bem estar, físico e psicológico. As alterações climáticas, a poluição ambiental, o stress, o consumismo e a decrescente qualidade de vida e dos alimentos colocam-nos dificuldades se pretendermos mantermo-nos saudáveis. Apesar de tudo, a forma como escolhemos viver é da nossa responsabilidade. Se tomarmos as nossas decisões num todo e em consciência com a nossa condição, como seres integrantes numa sociedade, podemos melhorar esse nosso bem estar a todos os níveis.

A crise que atualmente vivemos, é uma crise de valores, de identidade. Deixámos de ter tempo, “não temos tempo para nada”, vivemos escravos do nosso comodismo e das nossas vontades supérfluas. Queremos uma vida como aquele, e aqueloutro, e deixamos de viver as nossas vidas. Deixámos de viver em comunidade porque deixámos de saber dialogar e partilhar. Ninguém empresta nada a ninguém, porque ninguém tem responsabilidade de nada. Deixámos os nossos terrenos aos cucos para irmos comprar o que queremos a uma qualquer grande superfície, sem pensarmos que custo isso tem. Abandonámos as nossas hortas, ou passámos a alimenta-las com adubos químicos. Os animais de criação a pouco sabem, são criados sem respeitarmos o seu ciclo, encaixotados e com uma alimentação á base de hormonas e rações químicas. Deixamos de comer com as estações do ano, o que é da época, comemos tudo o que nos aparece à frente sem sequer perguntarmos o que é, e de onde vem. Hoje em dia, poucos são os peixes que sabem a mar, e se o sabem é porque lhe deram uma injeção para terem sabor!

A Alimentação tem uma influência poderosa no nosso bem estar físico, mental e espiritual. A Macrobiótica não é exclusivamente uma dieta, um regime, mas sim um estilo de vida que tem como objetivo último ajudar-nos a desenvolver o nosso potencial humano, ao seguirmos as leis da natureza dum ponto de vista biológico (através da alimentação), ecológico (fazendo escolhas diárias que contribuem para uma melhor qualidade de vida ambiental), social e espiritual (tratando os outros com respeito e amor, assumindo a nossa responsabilidade como um pequeno elo numa vasta cadeia de seres e fenómenos). (Francisco Varatojo*)

A Macrobiótica considera também a qualidade energética dos alimentos (yin e yang) para criar equilíbrio. Os cereais integrais são o alimento principal na macrobiótica, que também inclui uma grande variedade de vegetais e alimentos complementares como leguminosas, algas, oleaginosas, sementes, frutos e alguns alimentos de origem animal. Idealmente os alimentos são de origem orgânica, frescos, sazonais e da mesma área geográfica.

Temos o livre arbítrio para escolhermos comer e viver como quisermos, mas há uma responsabilidade inerente a cada uma das escolhas que fazemos. A esse nível, a alimentação é importante, essencial, porque nos dá a base biológica, a saúde para gozarmos a vida em todo o seu esplendor e para termos sensibilidade para com o meio que nos rodeia. Nós somos literalmente o que comemos, os alimentos criam o nosso sangue que vai nutrir as células, os órgãos, o cérebro. Sem alimentos a vida não é possível. (Francisco Varatojo) A filosofia macrobiótica não é solução para nada, mas permite-nos um despertar de consciência para uma visão global do que nos rodeia.

Se pensarmos bem, verificamos que na altura que poderíamos ter menos preocupações e gozar mais da vida, porque sim temos mais tempo, é quando nos aparece o Alzheimer, o Cancro e as doenças cardiovasculares. A partir dos 40, quem consegue viver sem tomar um comprimido para a tenção, colesterol ou para dormir? Vivemos uma vida de excessos e se nem em nós pensamos, como pudemos pensar nos outros. As coisas só acontecem aos outros, se nos aparece alguma doença é porque é hereditário, o médico não detetou a tempo, ou porque tinha que acontecer. Não somos responsáveis por nada! Prevenir? Para quê? “Até posso nem lá chegar”. Muitas vezes esses excessos, desequilíbrios chegam-nos em determinados sintomas, que não ligamos, e mais tarde passam a doenças pouco reversíveis. Aí os medicamentos tornam-se os nossos melhores amigos. “Toma o comprimido que isso passa” (António Variações).

A saúde é a nossa maior felicidade, e é um reflexo das nossas escolhas e prioridades. Faça-se feliz à sua maneira e em consciência.

Um sorriso e um abraço,
André Tereso
Aluno de 2.º ano do Curso Curricular de Macrobiótica no Instituto de Macrobiótica de Portugal (http://www.e-macrobiotica.com/)

* Francisco Varatojo é o diretor do Instituto de Macrobiótica de Portugal, e é desde há muitos anos reconhecido como um dos consultores macrobióticos mais qualificados, sendo procurado regularmente pelos principais centros europeus para seminários e consultas. Começou a estudar Macrobiótica em 1977 e foi o fundador do Instituto Kushi após ter estudado no Instituto Kushi de Boston onde foi assistente pessoal de Michio Kushi. (http://www.e-macrobiotica.com/artigos_e_multimedia/artigos/)
Palestra a apresentar no Festival TEMPO D´ALDEIA
28 de Setembro de 2012

23 maio, 2012

"Nação pequena que foi maior do que os deuses em geral o permitem, Portugal precisa dessa espécie de delírio manso, desse sonho acordado que, às vezes, se assemelha ao dos videntes (Voyants no sentido de Rimbaud) e, outras, à pura inconsciência, para estar à altura de si mesmo. Poucos povos serão como o nosso tão intimamente quixotescos, quer dizer, tão indistintamente Quixote e Sancho. Quando se sonharam sonhos maiores do que nós, mesmo a parte de Sancho que nos enraíza na realidade está sempre pronta a tomar os moinhos por gigantes. A nossa última aventura quixotesca tirou-nos a venda dos olhos, e a nossa imagem é hoje mais serena e mais harmoniosa que noutras épocas de desvairo o pôde ser. Mas não nos muda os sonhos.

EDUARDO LOURENÇO "Fonte - Jornal de Letras, Artes e Ideias

03 abril, 2012

Alimentação

"Que teu alimento seja teu remédio, que teu remédio seja teu
alimento."
Hipócrates

17 março, 2012

ÁGUA

Abro-te as portas querendo
a tua luz
numa sede de ti que não se acalma...

Não me negues a água
que mata a minha sede

Desejo o teu incêndio
queimando a minha alma

Maria Teresa Horta in As Palavras do Corpo, D. Quixote, 2012, p 256

07 março, 2012

Educação WALDORF

O que é a Educação Waldorf?

A pedagogia Waldorf é um movimento mundial que de uma forma geral se pode caracterizar por ter uma forte abordagem multicultural, que torna as crianças mais autónomas e responsáveis, com uma grande consciência étnica e respeito pela diversidade, procurando activamente formas de se integrar e participar na sociedade.Fundada por Rudolf Steiner em 1919, em Estugarda, na Alemanha, inicialmente através de uma escola para os filhos dos operários da fábrica de cigarros Waldorf-Astória, a pedagogia de Waldorf distinguiu-se desde o início por ideais e métodos pedagógicos até hoje considerados revolucionários.Mais do que uma pedagogia, é também um método e uma atitude que tem a ver com uma forma global de encarar o mundo.

Qual é a origem da Educação Waldorf?

Em 1919, em Stuttgart, na Alemanha, Rudolf Steiner - filósofo, cientista e artista austríaco - foi convidado por Emil Molt, o proprietário da Fábrica de cigarros Waldorf-Astoria, para uma série de palestras para os trabalhadores de sua fábrica.Como resultado, os trabalhadores pediram a Steiner que fundasse e dirigisse uma Escola para seus filhos. Emil Molt, apoiava e financiava a na concretização da ideia. Steiner concordou, mas colocou 4 condições: a primeira era a de que a Escola seria aberta, indistintamente, para todas as crianças; a segunda de que a Escola fosse co-educacional; deveria também ser uma escola com um currículo unificado de 12 anos e, por último, que os professores da Escola fossem também os dirigentes e administradores da mesma. Queria que a Escola Waldorf tivesse o mínimo de interferência governamental e não tivesse preocupação com objetivos lucrativos.Emil Molt concordou e em 7 de setembro de 1919 foi aberta a primeira ”Escola Waldorf Livre”.

O que há de tão particular na Educação Waldorf?

Se fosse possível resumir numa frase, diríamos que "nosso mais alto empenho deve ser o de desenvolver seres humanos capazes de, por eles próprios, dar sentido e direcção às suas vidas". A principal meta de uma Escola Waldorf é desenvolver na criança "cabeça, coração e mãos" através de um currículo que equilibra actividades escolares variadas. Este currículo insere música (flauta doce, contralto, orquestra e coral); artes (aguarela, marcenaria, modelagem e escultura em argila, desenho em preto e branco e perspectiva, fotografia, batik, estamparia, mosaico, tricô, crochê, tecelagem e tapeçaria) além de matérias como: jardinagem, técnicas agrícolas e horticultura. Através desta metodologia, os professores buscam despertar o gosto pela aprendizagem fazendo desta uma actividade não competitiva.

Qual é a filosofia que está na base da Educação Waldorf?

Rudolf Steiner esboçou um currículo que tem como pano de fundo as fases do desenvolvimento da criança. Ele pensava que o papel da Escola era o de ir ao encontro das necessidades das crianças. Desta forma, ele desenvolveu um currículo que incentiva e encoraja a criatividade, que nutre a imaginação e que conduz as crianças a um pensamento livre.

Qual é o tipo de formação que os professores Waldorf recebem?

Embora alguns requisitos para ser professor possam variar de Escola para Escola, os professores de uma Escola Waldorf devem ter formação superior e estarem legalmente habilitados para a prática da profissão de docente. No caso da Educação Waldorf acresce que, preferencialmente, deverão também ter passado por um curso de 2 a 3 anos de duração, específico sobre a Pedagogia Waldorf e sua metodologia; curso este que inclui estágios e aulas práticas supervisionadas numa Escola Waldorf. Rudolf Steiner, numa palestra em Oxford no ano de 1922, definiu as "3 regras de ouro" para um professor Waldorf: "Receber a criança em agradecimento ao mundo de onde ela vem; educar a criança com amor; conduzir a criança através da verdadeira liberdade que pertence ao Homem".

Como é que a Educação Waldorf lida com as crianças que apresentam dificuldades?

As Escolas Waldorf evitam "classificar" crianças com termos tais como: "lenta", "agressiva"ou "problemática". A criança que apresenta problemas numa área - seja ela cognitiva, emocional ou física - também terá aspectos bons e positivos a serem salientados. Ou seja: Ao mesmo tempo que se cuida da particularidade a ser "curada", deve ser revelado aquilo que há de melhor na criança. É tarefa do professor tentar lidar com este todo da criança, buscando assim o equilíbrio entre as suas dificuldades e aptidões.

(...)
in
http://www.waldorfazores.org/content/view/13/27/

28 fevereiro, 2012

Herman Hesse

"A cada chamado da vida o coração
deve estar pronto para a despedida e para
novo começo, com ânimo e sem lamúrias,
aberto sempre para novos compromissos.
Dentro de cada começar mora um encanto
que nos dá forças e nos ajuda a viver."


P.S. - Um sorriso para a nova residente!

24 fevereiro, 2012

Mark Kozelek - Moorestown

A Alma

"A alma, ao contrário do que tu supões, a alma é exterior: envolve e impregna o corpo como um fluido envolve a matéria. Em certos homens a alma chega a ser visível, a atmosfera que os rodeia tomar cor. Há seres cuja alma é uma contínua exalação: arrastam-na como um cometa ao oiro esparralhado da cauda - imensa, dorida, frenética. Há-os cuja alma é de uma sensibilidade extrema: sentem em si todo o universo. Daí também simpatias e antipatias súbitas quando duas almas se tocam, mesmo antes da matéria comunicar. O amor não é senão a impregnação desses fluidos, formando uma só alma, como o ódio é a repulsão dessa névoa sensível. Assim é que o homem faz parte da estrela e a estrela de Deus."

Raúl Brandão

22 fevereiro, 2012

Encontro

Sai de si
Vem curar teu mal
Te transbordo em som
Poe juizo em mim
Teu olhar me tirou daqui
Ampliou meu ser
Quero um pouco mais
Não tudo
Pra gente não perder a graça no escuro
No fundo
Pode ser até pouquinho
Sendo só pra mim sim

(...)

Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você

Maria Gadú

http://therawchef.com

Raw Food


More and more people are finding out about the benefits raw food can bring them, from the clearer skin, higher energy levels, and just generally feeling better – right through to the ways that many areas of life can open up to you when you have a healthy body, and healthy mind.

Raw food is fruits, vegetables, nut and seeds all ‘cooked’ below a temperature of 118 degrees F, so as to maintain the nutritional qualities and life-force of the food, which are in turn passed on to you when you eat them.

Sound like boring salads? Nope :) Start to think pizzas, ravioli, cultured nut cheeses, smoothies, juices and chocolate tortes, to name but a few.
(...)


“I was very impressed with Russell James’ raw and living foods cuisine. He’s a pleasure to work with and a rising culinary star.”

- David Wolfe
www.TheBestDayEver.com
www.LongevityWarehouse.com

10 fevereiro, 2012

citação

"Se você odeia alguém, é porque odeia alguma coisa nele que faz parte de você.
O que não faz parte de nós não nos perturba."
Hermann Hesse

09 fevereiro, 2012

Mallu Magalhães

Nossa Canção

Olha aqui
Preste atenção
Essa é a nossa canção
Vou cantá-la seja aonde for
Que é para nunca esquecer
O nosso Amor
O nosso Amor...

Veja bem, foi você
A razão e o porquê
De nascer esta canção assim
Pois você é o amor
Que existe em mim...

Você partiu
E me deixou
Nunca mais você voltou
Prá me tirar da solidão
E até você voltar
Meu bem eu vou cantar
Essa Nossa Canção!...
(...)

http://www.youtube.com/watch?v=GPmaywo1pSI

15 janeiro, 2012

Dezoito maneiras de viver bem

1. Leve em consideração que grandes amores, e grandes realizações envolvem grandes riscos.
2. Quando você perder, não perca a lição.
3. Siga os 3 Rs: respeito por você; respeito pelos outros; responsabilidade sobre suas ações.
4. Lembre-se de que não conseguir o que se quer algumas vezes é um tremendo golpe de sorte.
5. Aprenda as regras, assim você saberá como quebrá-las devidamente.
6. Não permita que uma pequena disputa prejudique uma grande amizade.
7. Quando você perceber que cometeu um erro, tome decisões imediatas para corrigi-lo.
8. Passe algum tempo sozinho todo dia.
9. Abre seus braços às mudanças, mas não abandone seus valores.
10. Lembre-se de que o silêncio às vezes é a melhor resposta.
11. Viva uma vida boa e honorável. Assim, quando você envelhecer e voltar no tempo poderá aproveitá-la uma segunda vez.
12. Uma atmosfera de amor na sua casa é a base para a vida.
13. Nos desentendimentos com aqueles que ama, lide somente com a situação em questão. Não revolva o passado.
14. Divida seus conhecimentos. É uma forma de atingir a imortalidade.
15. Seja gentil para com a terra.
16. Lembre-se de que o melhor relacionamento é aquele no qual o amor pelo outro excede a necessidade dele.
17. Julgue seu sucesso pelas coisas das quais você teve que abrir mão para consegui-lo.
18. Aproxime o ato de amar ao de cozinhar, ouse despreocupadamente.

Dalai Lama

14 janeiro, 2012

Cartas a Sandra

"(...) O amor é tão monótono, querida. Porque ele é o cimo sensível de uma imensidade de coisas que se esqueceram. Como falar desse mínimo que é o vértice de todo um mundo que o sustenta? Falar de nada, que é o todo nele? Sandra. Podia dizer o teu nome infinitamente na multiplicação do que nele me ressoa. E é assim o que mais me apetece, dizê-lo dizê-lo. E ouvir nele o maravilhoso que me abala todo o ser. Poderia escrever o teu nome ao longo do que escrevo e teria talvez dito tudo. Mas eu quero desse tudo dizer também o que aí se oculta. Dizer o meu enlevo e a razão de ele me existir. As tuas mãos nas minhas. O incrível miraculoso de eu dizer o teu rosto. O ardor de um meu dedo na tua pele. Na tua boca. O terrível dos meus dedos nos teus cabelos. O prazer horrível até à morte da minha entrada no teu corpo."

Vergílio Ferreira

30 dezembro, 2011

Como "consertar" o mundo

"Era uma vez, um cientista que vivia preocupado com os problemas do mundo e decidido a encontrar meios de melhorá-los. Passava dias e dias no seu laboratório à procura de respostas.

Um dia, o seu filho de sete anos invadiu o seu santuário querendo ajudar o pai a trabalhar. Claro que o cientista não queria ser interrompido e, por isso, tentou que o filho fosse brincar em vez de ficar ali a atrapalhá-lo. Mas, como o menino era persistente, o pai teve de arranjar forma de entretê-lo, ali mesmo no laboratório. Foi então que reparou num mapa do mundo que vinha numa página de uma revista. Lembrou-se de cortar o mapa em vários pedaços e depois apresentou o desafio ao pequenote:

- Filho, vais ajudar-me a consertar o mundo! Aqui está o mundo todo partido. E tu vais arranjá-lo para que ele fique bem outra vez! Quando terminares chamas-me, ok?

O cientista estava convencido que a criança levaria dias a resolver o quebra-cabeças que ele tinha construído. Mas surpreendentemente, poucas horas depois, o filho já chamava por ele:

- Pai, pai, já fiz tudo. Consegui consertar o mundo!

O pai não queria acreditar, achava que era impossível um miúdo daquela idade ter conseguido montar o quebra-cabeças de uma imagem que ele nunca tinha visto antes. Por isso, apenas levantou os olhos dos seus cálculos para ver o trabalho do filho que, pensava ele, não era mais do que um disparate digno de uma criança daquela idade. Porém, quando viu o mapa completamente montado, sem nenhum erro, perguntou ao filho como é que ele tinha conseguido sem nunca ter visto um mapa do mundo anteriormente.

- Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando tiraste o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando me deste o mundo para eu consertar, eu tentei mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os pedaços de papel ao contrário e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que tinha consertado o mundo."

CONTO ZEN