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31 março, 2011

John Le Carré e o prémio Man Booker International

" Estou muito lisonjeado por ter sido colocado entre os finalistas. Mas recuso-me a ser candidato a prémios literários e peço-vos para retirar o meu nome da lista."
John Le Carré
Notícia aqui: link

Curioso, mesmo hoje falava com uma amiga sobre este tipo de assunto.
Muitos artistas estão na arte pela fama, pelo sucesso comercial e a alimentar o seu ego, o que na minha opinião, deixa de ser a essência da arte.
Admiro esta atitute de John Le Carré, tal como admirei quando o mesmo se sucedeu com Herberto Hélder e o prémio Fernando Pessoa.
Basta repararmos numa tradição budista, as mandalas:


"Os Tibetanos acreditam que uma mandala contém o conhecimento para se adquirir iluminação dentro desta vida.  

Os Monges criam estas imagens arquetípicas para nos lembrar do ciclo de vida e morte. No Tibet, o processo de se criar uma mandala é tão importante quanto a mandala em si. Leva-se anos de preparação e treinamento para se ganhar a habilidade e conhecimento apropriado para pintar uma mandala. Mesmo quando se está apto para pintar, ainda é feito uma meditação de três dias antes que se dêem as primeiras pinceladas.  
A construção destas mandalas é um ritual que pode demorar até um mês com um ou dois monges devotando seus dias. O desenho é ritualmente preenchido com areia colorida durante dias, sendo depois destruído pelo vento ou varrido, representando a impermanência da vida. A areia que se torna abençoada através do processo de confecção da Mandala é utilizada para beneficiar a terra ou rios onde ela é jogada." via: link


Mais que fazer/criar algo para ter sucesso acredito que quando criamos se trata de uma extensão de nós mesmo. Penso que das coisas que mais afectam o artista é este ter receio do que o outro possa pensar sobre o que cria. Com isto, o artista deixa de ser ele mesmo e passa a criar algo em função do que os outros pensam.
Competição e comparações na arte, assunto muito delicado e evitável...

14 março, 2011

hoje, foi assim...


e estou ainda mais triste por ver tanta porcaria a acontecer, cada vez mais, à minha volta...
para onde fujo uns tempos? 

irrita-me...

quando pessoas se tornam superficialmente simpáticas perto de patrões ou até de pessoas com um certo "estatuto" dada a situação e que, enquanto com colegas ou amigos, passam a ser naturais...

06 março, 2011

desabafo sem jeito algum

Acho piada, todos os dias por volta da 1 e pouco da manhã lá ouço um despertador de telemóvel. Tal e qual como se utiliza o despertador de manhã, para despertar de 10 em 10 min ou algo do género até o desligarmos de vez... e o mais curioso, é que não ouço ninguém sair de casa. Será que não sabem desactivar o alarme de vez? =)

24 fevereiro, 2011

dilema de vida

Hoje, ia com um colega no carro e a dada altura chega ao assunto da conversa as ocupações de cada um e o tempo livre que cada um tem para si mesmo.
Sabendo eu de que pelo menos de Segunda a Sábado ele trabalha, perguntei como costuma ser o Domingo dele. Nisto, ele responde:
- Ao Domingo também tenho compromissos noutro tipo de trabalho.
Perguntei-lhe de seguida se não sentia falta de dedicar algum tempo para ele mesmo. Seja para relaxar, ver um filme, ler, passear... o que fosse. Ele responde:
- Não. Não gosto de ficar "sem nada" para fazer. Sinto-me inútil, gosto mesmo de estar ocupado.

Serei eu diferente ao considerar "o meu tempo" algo precioso?
Não consigo compreender isto de forma alguma. Não ter tempo para mim?
Sentir-se inútil porquê? É o trabalho que nos torna mais úteis? Úteis em quê ou para quem?
É verdade que todos encaramos a vida de forma diferente mas deixar de viver a nossa própria vida penso que seja algo assustador.

18 fevereiro, 2011

Grammy´s 2011

e assim se educa um povo...


Esperanza Spalding ganha Grammy de Revelação Musical 2011 e noticiário passa performance de um tal Justin Bieber, que ao que parece, saiu derrotado.
Aqui fica a notícia:



Já agora, para quem não conhece Esperanza Spalding, postei um vídeo dela aqui: link 

21 janeiro, 2011

Porquê ir votar?

Muito resumidamente, porquê ir votar?
Porque é a única forma de expressarmos a nossa vontade, democraticamente.
É um direito pelo qual os nossos antepassados lutaram e é um dever individual.

Porque,
Se votamos no Nobre, apoiamos o Cavaco.
Se votamos no Coelho, apoiamos o Alegre.
Se votamos no Vieira, apoiamos o Sá Pinto.
E se votamos em branco, significa que não estamos de acordo com qualquer candidato e queremos que alguma coisa mude. Já pensaram o que poderia provocar uma maioria de votos em Branco? Pensem nisso se já não acreditam no que veem.

Mas,se não formos?

Pode ser porque fomos para a praia, porque estamos parvos, porque fomos passear a sogra, porque estamos em casa com diarreia, porque somos anarquistas ou porque estamos às compras no Sabugal.

Por isso, a abstenção não é a solução.
O voto num candidato ou o voto em branco é a única maneira de podermos fazer alguma coisa.

20 janeiro, 2011

Um cê a mais

"Quando eu escrevo a palavra ação, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o c na pretensão de me ensinar a nova grafia. De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim. São muitos anos de convívio. Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: não te esqueças de mim! Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí. E agora as palavras já nem parecem as mesmas. O que é ser proativo? Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.
Depois há os intrusos, sobretudo o erre, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato. Caíram hifenes e entraram erres que andavam errantes. É uma união de facto, para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem. Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os és passaram a ser gémeos, nenhum usa chapéu. E os meses perderam importância e dignidade, não havia motivo para terem privilégios, janeiro, fevereiro, março são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem p algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.
As palavras transformam-nos. Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos. Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do cê não me faça perder a direção, nem me fracione, nem quero tropeçar em algum objeto abjeto. Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um cê a atrapalhar."

Manuel Halpern

11 janeiro, 2011

uma aventura nos CTT

Hoje tem sido um dia em cheio. Acordar com motosserra às 9h da manhã e agora um episódio bem "agradável" nos Correios.

Como o orgulho corrói as pessoas...
Tenho o costume de enviar livros pelos CTT. E desde um tempo para cá que os tenho enviado como Correio Editorial, Serviço destinado a Editores (mais conhecido como taxa de livro).
Pelo nome, parece óbvio que este serviço se destina apenas a clientes editoriais, mas mais tarde li pela internet através de outros utilizadores que este serviço também se verifica em particulares. Ainda são uns trocos que se poupam e nunca tive problemas com isso até ao dia de hoje.
Entre outras coisas, peço para enviar um livro em correio normal com "taxa de livro". O senhor que me atende, já com uns anos de serviço diz-me que não será possivel visto ser só para editores. Lá insisti um pouco que tinha lido que não funcionava assim hoje em dia e que já servia para clientes particulares. O senhor, mais uma vez insistiu que isso não era possível e que os clientes deviam era ler as coisas do site como deve ser (como quem diz, já estou nisto há muitos anos, eu é que sei e não me venhas tu ensinar).
Embora contrariado, lá paguei a taxa normal de envio e saí.
Assim que chego a casa... site dos CTT...  imprimo a página que contém este excerto e que pode ser lido na sua totalidade aqui: link
E claro, lá fui eu de novo até ao estabelecimento CTT em questão...
Chega a minha vez, calha-me uma senhora a atender, colega de trabalho do outro senhor. Explico a situação e começo a ouvir murmurinhos do senhor ao fundo sobre o assunto. Embora não tenha piada alguma, pensei para mim: "típico"...
A senhora passou-me para o seu colega que se encontrava a atender outra senhora ao mesmo tempo que ia continuando com os seus murmurinhos.
Após alguns dos seus comentários que se tornam inúteis de aqui exemplificar de tão previsíveis, lá me devolveu a diferença do dinheiro quase sem olhar para mim.
Tive a coragem de lhe dizer que não era só por mim que estava a fazer aquilo mas sim por qualquer cliente já que se poupa algum dinheiro com essa taxa. Óbvio que para ele, eu não estava certo e ainda me respondeu que a próxima vez que lá fosse me mostraria a legislação. Incrível, mesmo tendo as folhas "à frente do nariz" ainda me diz isto. Será que o site dos CTT é apenas uma diversão para os clientes? Estará o senhor mais actual que o site dos próprios CTT?
Tentei não responder muito ao senhor mas tive que mandar mandar duas respostas:

- "O orgulho é maior que o senhor?"
- "Se um médico estuda para aprender o mais que pode sobre a sua área e continua ao longo da sua vida a actualizar-se porque é que o senhor não faz o mesmo na sua área?"

Desejei um resto de Boa Tarde e saí...
Enfim...

Não é que me orgulhe do que respondi e do que fiz. Se há coisas que evito são chatices e confusões. Provavelmente, gastei mais dinheiro em gasolina com tudo isto que com a diferença de dinheiro do envio. Mas fi-lo porque me custa quando as pessoas tratam os clientes como se fossem "ignorantes" e mesmo sem ter qualquer justificação credível, não se deixam levar pela razão.

desabafo

Nada como acordar às 9 da manhã ao som de uma motosserra mesmo pertinho do nosso quarto.
Não há colunas ou despertador que supere o som da motosserra. Obriga-nos mesmo a levantar da cama, é infalível. 


Continua, continua...


E agora são duas... que manhã harmoniosa!

08 janeiro, 2011

nostalgia

Hoje dei com o meu antigo pager/bip, aparelho que foi bastante popular nos anos 80/90. 
Nem imaginam a alegria que senti quando me ofereceram um aparelho destes.


Não me recordo ao certo, mas provavelmente, pouco me serviu na altura...
Tontices!

04 janeiro, 2011

desabafo

As saudades que eu tinha de pensar: 

                                 "O que me apetece fazer agora?"

15 dezembro, 2010

beleza

Moda não é de todo uma área que me fascine e de certa forma até a condeno por considerar um mundo de ilusões.
Porém, escrevo este post não para dar uma novidade mas sim pela vencedora em questão, de um reality show americano:

Ann Ward é a mais recente vencedora do "America´s Next Top Model".
Ann Ward mede 1,88m e pesa 45Kg.

               















São estes os ideais de beleza feminina?
Considero no mínimo, assustador...

07 dezembro, 2010

Family Guy Fail


Na minha jornada de Family Guy tenho reparado que existem várias referências aos portugueses. Talvez não pelas melhores intenções mas são citados em alguns dos episódios.
Mas Family Guy falha num aspecto que considero grave. Não entendo porque encaram as personagens como portugueses quando elas falam em brasileiro...  
Em que ficamos? Afinal são portugueses ou brasileiros? 
Fail Family Guy, que belo Fail... 

01 dezembro, 2010

és mesmo chato facebook

chato e irritante...


Não entendo como é que no facebook, tendo a dimensão que tem, não existe um simples contacto de suporte para se colocar questões ou problemas que não constam no help center.
Sinto necessidade de expor um problema que não se encontra no help center. E agora facebook?
Já andei às voltas e sempre que encontro algum atalho que quase revela a fórmula, vai ter à opção "pesquise pelo seu tema adequado no help center" ou algo do género.


Será que faz assim tanta comichão a uma empresa desta dimensão colocar algumas pessoas a responder a emails de suporte técnico?

17 novembro, 2010

bonecada do facebook

E mais um happening que aparece, e não tarda, desaparece...


Aparentemente, corre pelo facebook que um jornalista da RTP teve a ideia de relembrar bonecada da nossa infância, e para isso, sugeriu que os portugueses colocassem uma imagem de perfil com um boneco ou uma banda desenhada que o tenha marcado na sua infância.
Hum... só o facto de uma pessoa qualquer da televisão (neste caso) sugerir algo e uma grande parte dos utilizadores aderir a essa moda/happening sem se questionar, perceber ao certo de onde vem essa ideia, penso que seja um pouco assustador.
A verdade, é que não foi o tal jornalista que teve essa divertida ideia, mas sim um movimento internacional...
Também não menos curioso, é que apareceu avisos de possíveis perigos desta moda e agora, tudo muda a imagem do seu perfil instantaneamente...


"... Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem." 
José Saramago
excerto retirado de "Ensaio sobre a Cegueira" 

16 novembro, 2010

"Arena" de João Salaviza

Finalmente, vi o "Arena" do português João Salaviza... como te adoro, Youtube!!
Para os mais distraídos que estavam curiosos por esta curta-metragem mas que com o tempo se esqueceram dela (tal como eu) pesquisem no Youtube que ela está por lá!

Precisamente aqui: link

07 outubro, 2010

Carta aberta de apoio ao deputado Ricardo Gonçalves

Não queria de forma alguma falar sobre política neste blog mas acho que vale a pena partilhar esta Carta aberta e o vídeo que também encontrei hoje, curiosamente.


A Carta aberta foi redigida pelo Bruno Miguel.
Partilho o texto na íntegra e com autorização do Bruno:

 

 Carta aberta de apoio ao deputado Ricardo Gonçalves

 

Depois de ler as notícias acerca das declarações do deputado Ricardo Gonçalves, decidi mostrar o meu apoio através de uma carta aberta.


Caro deputado Ricardo Gonçalves;
Depois de ter visto algumas notícias sobre declarações que prestou acerca da necessidade da cantina da AR servir jantares aos deputados, venho assim prestar-lhe o meu apoio. Entristeceu-me ver que os €3700 que recebe, mais os €60 diários de ajudas de custas, não são suficientes para se alimentar. Eu próprio já passei por isso quando estive a trabalhar em Lisboa; mas precisei de mais de 5 meses para receber, em bruto, o que você recebe líquido todos os meses a tempo e horas – privilégio que, por vezes, não tinha.
Com €600 e qualquer coisa por mês, a viver numa cidade que não era a minha, a pagar transportes, comida, quarto; com carregamentos de telemóvel e outras despesas, acredite que tem toda a minha solidariedade. Por isso, se precisar de uns trocos para comer, terei todo o gosto em dispensar-lhe €1. Dá-me um aperto no coração ver alguém que recebe €5020 mensais – partindo do pressuposto que as ajudas de custas são pagas apenas para 22 dias úteis – andar com o estômago vazio.
Despeço-me com uma lágrima no canto do olho, tal é a tristeza que sinto por si e pela sua situação de pobreza extrema. E até lhe digo mais, se não tiver dinheiro para pagar o bilhete para voltar de vez à província, terei todo o gosto em pagá-lo por si.




E agora, um vídeo exemplar, vindo de um país organizado também de forma exemplar: