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06 novembro, 2012
04 novembro, 2012
02 novembro, 2012
"O Alimento Importa"
"Deixe a sua comida ser o seu remédio e seu remédio ser a sua comida. "
(...)
A medicina moderna gira em torno de "uma pílula para cada doença".
E é assim que a indústria da doença quer que continue.
Dos documentários mais interessantes que vi até hoje sobre nutrição, medicina natural, como prevenir e ajudar no combate ao cancro, depressão através da alimentação e muito mais...
Vejam, quanto mais não seja, por curiosidade. Vale a pena!
Hipócrates
(...)
A medicina moderna gira em torno de "uma pílula para cada doença".
E é assim que a indústria da doença quer que continue.
Dos documentários mais interessantes que vi até hoje sobre nutrição, medicina natural, como prevenir e ajudar no combate ao cancro, depressão através da alimentação e muito mais...
Vejam, quanto mais não seja, por curiosidade. Vale a pena!
01 novembro, 2012
31 outubro, 2012
Satish Kumar
"Muita gente diz-me que eu sou idealista e que tenho de ser realista. A minha resposta é: o que é que os realistas fizeram pelo mundo? O que é que alcançaram? Por estarmos a ser governados por realistas temos uma crise económica, temos aquecimento global, temos guerra no Afeganistão, Líbia e em outros tantos países. Os realistas criaram esta confusão toda. É altura de os realistas saírem e de os idealistas entrarem. Isto não é mero idealismo, é um idealismo realista. Vamos dizer: adeus realismo, bem-vindo idealismo"
Satish Kumar
30 outubro, 2012
29 outubro, 2012
li algures
de um amigo:
A verborreia dos "especialistas em números" só me leva a concluir que nos cargos de decisão: Este País tem Economistas a mais e Seres Humanos a menos.
28 outubro, 2012
27 outubro, 2012
21 outubro, 2012
20 outubro, 2012
16 outubro, 2012
Portugal, no topo das tabelas...
mas infelizmente, pelas piores razões.
Senhor Gaspar, Passos e companhia, vou partir do principio que são pessoas com boas intenções para o povo português e país (?!?!?!) mas mesmo assim, por favor, vejam este TED Talk.
É algo que já se estuda há muito.
Sei que andam em experimentações (?!?!?!?!) mas experimentem perceber este caminho, pode ser que seja menos mau...
Senhor Gaspar, Passos e companhia, vou partir do principio que são pessoas com boas intenções para o povo português e país (?!?!?!) mas mesmo assim, por favor, vejam este TED Talk.
É algo que já se estuda há muito.
Sei que andam em experimentações (?!?!?!?!) mas experimentem perceber este caminho, pode ser que seja menos mau...
14 outubro, 2012
Mensagem de Birgitta Jónsdóttir (activista islandesa)
«Uma mensagem minha para todos os que protestam. Especialmente para os meus amigos de Portugal.
Caros irmãos e irmãs
Quem me dera poder estar convosco pessoalmente, pois tenho saudades dos protestos que tivemos na Islândia quando surgiu a nossa crise financeira de 2008/2009.
Tenho saudades do espírito e do sentido de união que todos vivemos. O meu espírito está convosco e com todos aqueles que hoje se erguem. Povos de todo o mundo estão a acordar para a realidade de que os nossos sistemas já não nos servem. Os sistemas são auto-imunes e defendem-se a eles mesmos em vez de defenderem quem deviam estar a servir: TODOS VÓS
Nunca nos esqueçamos que nós também somos o sistema, nós também somos o governo, e se nós queremos mudar isso temos que ir lá dentro e criar uma ponte entre o poder e o povo. Antes de mais, sou uma poetisa que escolheu ver-se tanto como poetisa como uma hacker no Parlamento, para entender como trazer mais poder para o Povo da Islândia.
Foram os nossos irmãos e irmãs da revolta na Argentina, quem começou a usar panelas e frigideiras, quando se levantaram contra o seu presidente corrupto e o FMI há alguns anos atrás. Nós fomos inspirados por eles. Agora vocês são inspirados por nós. Lembremo-nos de que mesmo o menor sofrimento ou alegria de alguém em nosso mundo é também realmente nosso, pois somos um único povo.
As ideologias da velha escola da política, dos media, sistemas monetários, empresas e todas as estruturas conhecidas estão em um estado de transformação. Eles estão desmoronando-se. Agora é a hora de uma mudança fundamental a todos os níveis: temos que aproveitar este momento. Porque este é O momento.
É invulgar que tantas gerações e indivíduos tenham semelhante oportunidade como esta para transformar o mundo tal como nós o conhecemos. A grande questão é: como podemos transformá-lo? Alteremos a pirâmide do poder para um círculo de poder onde todos nós sejamos valorizados enquanto tal.
É óbvio que estamos funcionando fora do planeta, muitas das pessoas perderam a conexão vital com o nosso ambiente, a maior parte da humanidade já não compreende a causa e o efeito da falta de sustentabilidade e muitos de nós sentem-se perdidos, deslocados e solitários. Todas as estruturas que achávamos que cuidariam de nós, sejam elas sistemas, ideologias, religião, política ou instituições estão falhando. Que momento, este!
Seguir o coração e as entranhas como um poeta faz muito mais sentido para mim do que a seguir o antagonismo ou a manipulação ideológica. A ideologia do certo ou errado do velho mundo simplesmente foi superada. Já não temos parlamentos fortes, com uma ligação estreita e directa entre o povo em geral e os centros de decisão. Temos os chamado políticos profissionais que estão distantes da realidade da maioria em que nós vivemos.
Partidos e os políticos estão muitas vezes instalados num casamento pouco saudável com os interesses financeiros e a corrupção prospera na arena política em todo o mundo. Enquanto muitos governos falam sobre transparência, o processo de políticas e de leis é retalhado em sigilo.
Precisamos mudar isso. Nós temos que saber o que queremos, em vez dessa realidade que estamos enfrentando.
O século 21 será a nossa era, a das pessoas comuns, onde iremos entender que, para viver na realidade que sonhamos, temos que participar e colaborar para co-criar essa mesma realidade.
Exorto-vos a participar num movimento de mudança, fazer parte activa desta oportunidade de mudança. Se eu pude ser deputada no parlamento islandês, qualquer um pode ser membro do parlamento.
Aqui está a nossa primeira tarefa: Se há algo que está entre o que nós temos que fazer sob a tutela das nações e não das grandes empresas, então é o seguinte: as companhias de água, as empresas de energia, o bem-estar social, a educação, a internet e os sistemas de saúde.
Fizemos tudo tão complexo e grandioso, talvez seja hora de voltar a formas mais simples, formas mais auto-sustentáveis. Nós podemos fazer isso, aprendendo uns com os outros, ajudando-nos mutuamente, local e globalmente, lembrando-nos que nós, como indivíduos, podemos mudar o mundo, e agora é a hora de avançar - assumirmos esse desafio e sermos os manufactores de mudança. Não esperemos que os outros o façam por nós, a hora de fazer a diferença chegou!»
Birgitta Jónsdóttir - activista islandesa
tradução de Carlos Clara Gomes
visto aqui: Sustentabilidade é Acção
11 outubro, 2012
26 setembro, 2012
Aliviar a Prisão Profissional
É um artigo longo, mas aconselho realmente a sua leitura e posterior reflexão...
"Aliviar a Prisão Profissional"
Este Editorial é feito com martelo e picareta, não com linha e agulha.
Para não se entender mal o que se vai seguir, sinto-me obrigado a uma rápida referência pessoal.
Nunca fui dado à ociosidade. Em toda a minha vida adulta, e até antes, sempre trabalhei para além das minhas estritas obrigações escolares ou profissionais. Estas, aliás, sempre representaram muito menos energia, e até mesmo tempo, dispendidos, do que outras actividades, de serviço não remunerado, que considero bem mais importantes.
Clarificando isto, vamos ao que é essencial.
A afirmação é talvez chocante, mais ainda em tempo de crise económica em que toda a gente fala em produzir mais, porém, aqui fica: é preciso trabalhar menos, muito menos, no sentido que a palavra trabalhar habitualmente transmite!!! Esse tempo exaustivamente consagrado à "máquina infernal das profissões" deve ser usado em coisas muito mais importantes - e há tantas, tantas, tantas!
Há no mundo, em muitos aspectos, excesso de produção-consumo, e é isso que gera legiões de escravos-que-não-sabem-que-o-são, para satisfazer a ganância, o egoísmo, os caprichos, a sede incessante de mais riqueza e mais poder de alguns - que, à frente de instituições bancárias, gigantescas multinacionais, grandes impérios financeiros, manipulam dominam e sacrificam tudo e todos quanto lhes apetece. Oferecem, em troca, o brilho fátuo so sucesso material e financeiro, pelo qual milhões se iludem, se desunham e digladiam, aprisionando-se e submetendo-se cada vez mais. É a Santíssima Trindade dos tempos modernos, a quem todos os dias se presta culto: dinheiro, boa aparência e sucesso.
Tanto como a ambição e riqueza dos séculos anteriores e o consumismo das últimas décadas, a loucura das profissões é hoje um poderoso e determinante meio de aprisionamento e alienação dos indivíduos. Pessoas, aos milhões e milhões, giram à volta delas, como se fossem a coisa mais importante possível. Dedicam-se-lhes, entregam-se-lhes, delas dependem em absoluto - psicologicamente, e não apenas economicamente -, até à consumição e à exaustação, muito além do necessário, e até chegarem à ausência de sentimento e de vistas fora do que não diga respeito "àquela" actividade profissional. As carreiras adquirem uma relevância desmedida (de modo significativo, lembremos que em Castelhano, carrera significa "corrida"...). Mesmo os indivíduos considerados inteligentes são básica ou mesmo totalmente cegos, ignorantes, destituídos de interesse em relação a todas as esferas de conhecimento alheias à sua profissão. Especialização funcional, deformação profissional, embrutecimento pessoal, eis o caminho tão generalizadamente percorrido!
Nós subscrevemos inteiramente a afirmação do Prof. Agostinho da Silva: " O homem não nasceu para trabalhar mas sim para criar". (de resto, pensamos que ao partilharem da vida, dela exsurgindo e para ela contribuindo, todos têm direito à subsistência, tendo ou não uma profissão estabelecida).
Muitas vezes a inabilidade em criar algo... conduz ao precário sucedâneo do "trabalhar muito". Na cultura estabelecida, tal dá lugar ao convencimento e ao auto-convencimento superficial e medíocre (quase sempre camuflando um grande vazio e uma grande fraqueza interior), mesmo que a profissão desempenhada seja absurda ou ate nociva. Assim, particularmente no nosso Portugal, são frequentes as imprecações, com intuito injurioso, de "vai mas é trabalhar" a quem não nos cai no goto.
A prova de que as pessoas são máquinas e estabeleceram o culto universal das palas da especialização instrumental, é que hoje os jovens não são educados e instruídos para se engrandecerem cultural e vocacionalmente, e sim, apenas para se alistarem nas filas de profissões que acumulam dinheiro e interessam e alimentam o monstro voraz que é o regime. Os estudos são formatados em função do "mercado de trabalho" (triste expressão, só por si significativa).
Quem consagra oito, dez, doze e mais horas da sua vida diária a uma profissão (e necessária viagem de ida e de regresso), e chega à noite a casa exaurido para então enfrentar os deveres para com a família, não pode ter tempo nem espaço interior para deixar que emerja e germine o verdadeiro potencial próprio, que todos temos. A esmagadora maioria da população mundial está assim condenada à asfixia e inibição de toda esta riqueza, a mais importante e válida de todas.
Para dizer a verdade, há efectivamente inúmeras profissões que apenas são necessárias na nossa estúpida e absurda civilização, do mesmo modo como há inúmeros produtos e inúmeros serviços que, pura e simplesmente, seria melhor que não existissem, sem falar naqueles que não têm qualquer interesse. Pensar bem, ser criativo, partilhar cultura, por exemplo, é imensamente mais útil.
Há sem dúvida pessoas viciadamente felizes (assim o julgam) e dominadoras nas suas actividades profissionais e de negócios; mas os restantes seres humanos - milhões e milhões - não têm que ser arrastados ao serviço do seu egoísmo. Pelo contrário. Esse vício tem que ser restringido e em alguns casos até penalizado, porque há os outros, há os outros, que não queriam participar nesta loucura mas são enredados, esmagados, triturados, desumanizados por causa de uma ganância ilimitada e injustificada.
"Aliviar a Prisão Profissional"
Este Editorial é feito com martelo e picareta, não com linha e agulha.
Para não se entender mal o que se vai seguir, sinto-me obrigado a uma rápida referência pessoal.
Nunca fui dado à ociosidade. Em toda a minha vida adulta, e até antes, sempre trabalhei para além das minhas estritas obrigações escolares ou profissionais. Estas, aliás, sempre representaram muito menos energia, e até mesmo tempo, dispendidos, do que outras actividades, de serviço não remunerado, que considero bem mais importantes.
Clarificando isto, vamos ao que é essencial.
A afirmação é talvez chocante, mais ainda em tempo de crise económica em que toda a gente fala em produzir mais, porém, aqui fica: é preciso trabalhar menos, muito menos, no sentido que a palavra trabalhar habitualmente transmite!!! Esse tempo exaustivamente consagrado à "máquina infernal das profissões" deve ser usado em coisas muito mais importantes - e há tantas, tantas, tantas!
Há no mundo, em muitos aspectos, excesso de produção-consumo, e é isso que gera legiões de escravos-que-não-sabem-que-o-são, para satisfazer a ganância, o egoísmo, os caprichos, a sede incessante de mais riqueza e mais poder de alguns - que, à frente de instituições bancárias, gigantescas multinacionais, grandes impérios financeiros, manipulam dominam e sacrificam tudo e todos quanto lhes apetece. Oferecem, em troca, o brilho fátuo so sucesso material e financeiro, pelo qual milhões se iludem, se desunham e digladiam, aprisionando-se e submetendo-se cada vez mais. É a Santíssima Trindade dos tempos modernos, a quem todos os dias se presta culto: dinheiro, boa aparência e sucesso.
Tanto como a ambição e riqueza dos séculos anteriores e o consumismo das últimas décadas, a loucura das profissões é hoje um poderoso e determinante meio de aprisionamento e alienação dos indivíduos. Pessoas, aos milhões e milhões, giram à volta delas, como se fossem a coisa mais importante possível. Dedicam-se-lhes, entregam-se-lhes, delas dependem em absoluto - psicologicamente, e não apenas economicamente -, até à consumição e à exaustação, muito além do necessário, e até chegarem à ausência de sentimento e de vistas fora do que não diga respeito "àquela" actividade profissional. As carreiras adquirem uma relevância desmedida (de modo significativo, lembremos que em Castelhano, carrera significa "corrida"...). Mesmo os indivíduos considerados inteligentes são básica ou mesmo totalmente cegos, ignorantes, destituídos de interesse em relação a todas as esferas de conhecimento alheias à sua profissão. Especialização funcional, deformação profissional, embrutecimento pessoal, eis o caminho tão generalizadamente percorrido!
Nós subscrevemos inteiramente a afirmação do Prof. Agostinho da Silva: " O homem não nasceu para trabalhar mas sim para criar". (de resto, pensamos que ao partilharem da vida, dela exsurgindo e para ela contribuindo, todos têm direito à subsistência, tendo ou não uma profissão estabelecida).
Muitas vezes a inabilidade em criar algo... conduz ao precário sucedâneo do "trabalhar muito". Na cultura estabelecida, tal dá lugar ao convencimento e ao auto-convencimento superficial e medíocre (quase sempre camuflando um grande vazio e uma grande fraqueza interior), mesmo que a profissão desempenhada seja absurda ou ate nociva. Assim, particularmente no nosso Portugal, são frequentes as imprecações, com intuito injurioso, de "vai mas é trabalhar" a quem não nos cai no goto.
A prova de que as pessoas são máquinas e estabeleceram o culto universal das palas da especialização instrumental, é que hoje os jovens não são educados e instruídos para se engrandecerem cultural e vocacionalmente, e sim, apenas para se alistarem nas filas de profissões que acumulam dinheiro e interessam e alimentam o monstro voraz que é o regime. Os estudos são formatados em função do "mercado de trabalho" (triste expressão, só por si significativa).
Quem consagra oito, dez, doze e mais horas da sua vida diária a uma profissão (e necessária viagem de ida e de regresso), e chega à noite a casa exaurido para então enfrentar os deveres para com a família, não pode ter tempo nem espaço interior para deixar que emerja e germine o verdadeiro potencial próprio, que todos temos. A esmagadora maioria da população mundial está assim condenada à asfixia e inibição de toda esta riqueza, a mais importante e válida de todas.
Para dizer a verdade, há efectivamente inúmeras profissões que apenas são necessárias na nossa estúpida e absurda civilização, do mesmo modo como há inúmeros produtos e inúmeros serviços que, pura e simplesmente, seria melhor que não existissem, sem falar naqueles que não têm qualquer interesse. Pensar bem, ser criativo, partilhar cultura, por exemplo, é imensamente mais útil.
Há sem dúvida pessoas viciadamente felizes (assim o julgam) e dominadoras nas suas actividades profissionais e de negócios; mas os restantes seres humanos - milhões e milhões - não têm que ser arrastados ao serviço do seu egoísmo. Pelo contrário. Esse vício tem que ser restringido e em alguns casos até penalizado, porque há os outros, há os outros, que não queriam participar nesta loucura mas são enredados, esmagados, triturados, desumanizados por causa de uma ganância ilimitada e injustificada.
Artigo de José Manuel Anacleto
Texto copiado na íntegra da interessante revista Biosofia nº41
http://www.biosofia.net/
http://www.biosofia.net/
25 setembro, 2012
24 setembro, 2012
pouca margem de erro
Há um ano partilhava um desabafo pessoal quanto à situação do país neste post:
Desabafo
Amigos cépticos, já mudaram de ideias e concordam com este post?
Não, não acho que seja difícil perceber o que se passa. Basta não acreditar em tudo o que os Media nos dizem, olhar para a história e pensar pela nossa cabeça.
Mais uma vez, deixo um pequeno excerto do interessante Noam Chomsky:
"Para fazer com que uma medida inaceitável seja aceite, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, durante anos consecutivos. Foi dessa forma que condições sócio-económicas radicalmente novas (neoliberalismo), foram sendo impostas durante as décadas de 80 e 90:
Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram rendimentos mínimos, em suma, tantas mudanças, que teriam provocado uma revolução caso tivessem sido aplicadas todas de uma vez."
Desabafo
Amigos cépticos, já mudaram de ideias e concordam com este post?
Não, não acho que seja difícil perceber o que se passa. Basta não acreditar em tudo o que os Media nos dizem, olhar para a história e pensar pela nossa cabeça.
Mais uma vez, deixo um pequeno excerto do interessante Noam Chomsky:
"Para fazer com que uma medida inaceitável seja aceite, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, durante anos consecutivos. Foi dessa forma que condições sócio-económicas radicalmente novas (neoliberalismo), foram sendo impostas durante as décadas de 80 e 90:
Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram rendimentos mínimos, em suma, tantas mudanças, que teriam provocado uma revolução caso tivessem sido aplicadas todas de uma vez."
15 setembro, 2012
12 setembro, 2012
Porque as vossas medidas são sempre anunciadas à hora da bola...
um interessante poema de um amigo:
Porque as vossas medidas são sempre anunciadas à hora da bola...
"À espera que rebente a esfera de fogo ardente
que traz dias cinzentos de grandes temporais
E sentadas à espera afundam na galera
as vítimas de guerra dos lucros imorais
Há quem fique indiferente, levado pela corrente
embalado na lábia das prosas banais
virá o ferro em brasa para os marcar em massa
in "Carnavais, Circos e Fute-boys"
Porque as vossas medidas são sempre anunciadas à hora da bola...
"À espera que rebente a esfera de fogo ardente
que traz dias cinzentos de grandes temporais
E sentadas à espera afundam na galera
as vítimas de guerra dos lucros imorais
Há quem fique indiferente, levado pela corrente
embalado na lábia das prosas banais
virá o ferro em brasa para os marcar em massa
servindo-os de repasto aos bandos de chacais
(Carnavais e circos e futebóis,
deixaram-te ó povo em tão maus lençóis
nesses trapos velhos te vão embrulhar
servem de mortalha para te enterrar)
Novos oportunistas tal como parasitas
"doutores" e "engenheiros" da maquinação
pavões, galos de crista a querer dar nas vistas
a defender a obra de destruição
E passeia o pedante altivo e triunfante
engendrando mais formas de nos explorar
Guiando o carro novo (aquele que pagou o povo)
vai largando miséria por onde passar
Rectângulo esquisito, hás de estar sempre aflito
enquanto não souberes andar pela tua mão
põe o ferro na forja, livra-te dessa corja,
e aprende esta palavra: REVOLUÇÃO!"
Miguel Calhaz
(Carnavais e circos e futebóis,
deixaram-te ó povo em tão maus lençóis
nesses trapos velhos te vão embrulhar
servem de mortalha para te enterrar)
Novos oportunistas tal como parasitas
"doutores" e "engenheiros" da maquinação
pavões, galos de crista a querer dar nas vistas
a defender a obra de destruição
E passeia o pedante altivo e triunfante
engendrando mais formas de nos explorar
Guiando o carro novo (aquele que pagou o povo)
vai largando miséria por onde passar
Rectângulo esquisito, hás de estar sempre aflito
enquanto não souberes andar pela tua mão
põe o ferro na forja, livra-te dessa corja,
e aprende esta palavra: REVOLUÇÃO!"
Miguel Calhaz
in "Carnavais, Circos e Fute-boys"
18 agosto, 2012
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