21 novembro, 2010

o poder da música

calvin & fotografia



Para melhor leitura basta clicar na imagem.

20 novembro, 2010

Mais uma dica. Pouco ética? Talvez... mas que dá jeito, dá!

Pois bem, desta feita deixo na estante dois sites que poderão ser bem úteis para os trabalhinhos lá de casa!

Um primeiro com "alguns cd´s" por lá disponiveis,

  aqui

 e um outro com "umas quantas" partituras,

  aqui

19 novembro, 2010

Fome - Knut Hamsun


Knut Hamsun (1859-1952), Prémio Nobel de Literatura em 1920, nasceu em Gudbrandsdalen e cresceu na pobreza em Hamaroy, na Noruega. Passou alguns anos da sua vida nos Estados Unidos da América, viajando e exercendo várias profissões.
A acção de "Fome" decorre nos finais do séc. XIX. O narrador, um jovem escritor, um homem solitário, deambula pelas ruas de Kristiania (actual Oslo) numa miséria extrema, enregelado pelo frio e tolhido pela fome. Essa miséria em que vive, provoca-lhe momentos de delírio e violentas variações de humor. Mas cedo nos apercebemos de que a " fome" desse sonhador não é apenas física...
Esta obra é considerada pela crítica como um marco da literatura moderna devido ao uso iconoclasta que faz do monólogo interior e à ruptura com a tradicional lógica interna do romance. Deixo na estante uma sugestão de leitura que muito me agradou.

Thoreando...

Precisava disto. Fui reler, e decidi partilhar...


"...Contudo, deveríamos com mais assiduidade, olhar muito para além do corrimão do nosso navio, como passageiros curiosos, e não viajar como marujos tolos que passam o tempo de olhos fixos na estopa de calafate..."

"...Deixei os bosques por uma razão tão boa como aquela que para lá me levou. Talvez por  me ter parecido que tinha várias vidas para viver, não podendo desperdiçar mais tempo com aquela..." 
               (Como te entendo caro Thoreau)

"... Por que deveríamos nós correr desesperadamente atrás do sucesso, em empreendimentos desesperados? Se um homem não acerta o passo com os seus companheiros é porque talvez ouça um tambor diferente. Deixai-o marchar conforme a música que ouvir, ainda que lenta e distante..."

"...Por mais medíocre que seja a vossa vida, enfrentai-a e vivei-a; não a eviteis nem a injurieis. Ela não é tão aborrecida como vós o sois. Quanto mais ricos sois, mais pobre ela parece. Quem busca defeitos em tudo encontrará defeitos até no paraíso. Amai a vossa vida, por pobre que seja. Quem sabe se não podeis usufruir de horas agradáveis, emocionantes e gloriosas, mesmo num asilo de indigentes? O pôr-do-sol espelha-se nas janelas dos asilos tão radioso como nas da mansão do ricaço, e a neve derrete-se à porta de ambos no começo da Primavera. A meu ver, com paz de espírito pode-se viver lá com tanta satisfação e ter pensamentos tão estimulantes como num palácio. Os pobres da cidade parecem-me com frequência levar vidas mais independentes que quaisquer outros. Talvez pelo simples motivo de serem bastante nobres para receber sem desconfiança. Muitos julgam-se livres de ser sustentados pela cidade, mas o que sucede com maior frequência é que não estão livres de se sustentarem por meios desonestos, o que é bastante mais indecoroso. Cultivai a pobreza como um jardim de ervas, de salva. Não vos deis ao trabalho de arranjar coisas novas, quer sejam roupas ou amigos. Remendai as roupas usadas, retornai aos velhos amigos. As coisas não mudam, nós é que mudamos..."

"... Mais que amor, dinheiro e fama, dai-me a verdade. Sentei-me a uma mesa onde a comida era fina, os vinhos abundantes e o serviço impecável, mas onde faltavam sinceridade e verdade, e com fome me fui embora do inóspito recinto. A hospitalidade era fria como os sorvetes. Pensei que nem havia necessidade de gelo para conservá-los. Gabaram-me a idade do vinho e a fama da safra, mas eu pensava num vinho muito mais velho, mais novo e mais puro, de uma safra mais gloriosa, que eles não tinham e nem sequer podiam comprar. O estilo, a casa com o terreno em volta e o "entretenimento" não representam nada para mim. Visitei o rei, mas ele deixou-me à espera no vestíbulo, comportando-se como um homem incapaz de hospitalidade. Na minha vizinhança, havia um homem que morava no oco de uma árvore e cujas maneiras eram régias. Teria feito bem melhor visitando-o a ele..."

"... A luz que ofusca os nossos olhos é escuridão para nós. Só amanhece o dia para o qual estamos acordados. Mais dia está por raiar. O sol não passa de uma estrela matutina."


Excertos retirados da Conclusão do livro "Walden ou a vida nos bosques" de Henry David Thoreau.

citações

"Todos nós nascemos originais e morremos cópias."
Carl Gustav Jung

18 novembro, 2010

Imagens que falam

Charlie Chaplin e o estranho time traveler (??)


"This short film is about a piece of footage I (George Clarke) found behind the scenes in Charlie Chaplins film 'The Circus'. Attending the premiere at Manns Chinese Theatre in Hollywood, CA - the scene shows a large woman dressed in black with a hat hiding most of her face, with what can only be described as a mobile phone device - talking as she walks alone. 
 I have studied this film for over a year now - showing it to over 100 people and at a film festival, yet no-one can give any explanation as to what she is doing.
My only theory - as well as many others - is simple... a time traveler on a mobile phone. See for yourself and feel free to leave a comment on your own explanation or thoughts about it."
George - 20th October 2010
Soa um pouco a "espalhafato" mas não deixa de ser um caso curioso... =)

17 novembro, 2010

bonecada do facebook

E mais um happening que aparece, e não tarda, desaparece...


Aparentemente, corre pelo facebook que um jornalista da RTP teve a ideia de relembrar bonecada da nossa infância, e para isso, sugeriu que os portugueses colocassem uma imagem de perfil com um boneco ou uma banda desenhada que o tenha marcado na sua infância.
Hum... só o facto de uma pessoa qualquer da televisão (neste caso) sugerir algo e uma grande parte dos utilizadores aderir a essa moda/happening sem se questionar, perceber ao certo de onde vem essa ideia, penso que seja um pouco assustador.
A verdade, é que não foi o tal jornalista que teve essa divertida ideia, mas sim um movimento internacional...
Também não menos curioso, é que apareceu avisos de possíveis perigos desta moda e agora, tudo muda a imagem do seu perfil instantaneamente...


"... Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem." 
José Saramago
excerto retirado de "Ensaio sobre a Cegueira"