20 fevereiro, 2011

Premiados no Festival de Berlim 2011


Asghar Farhadi

Urso de Ouro de Melhor Filme


"Nader et Simin, Une Séparation" de Asghar Farhadi (Irão)

Urso de Prata - Grande Prémio do Júri
“A Torinói Ló” de Béla Tarr (Hungria)

Urso de Prata de Melhor Realizador
Ulrich Kohler por “Schlafkrankheit” (Alemanha)

Urso de Prata de Melhor Actriz
Leila Hatami e Sarina Farhadi por "Nader et Simin, Une Séparation"

Urso de Prata de Melhor Actor
Peyman Moadi, Shahab Hosseini e Sareh Bayat por "Nader et Simin, Une Séparation"

Urso de Prata de Melhor Contribuição Artística
Woyciek Staron eBárbara Enríquez por "El Premio" de Paula Markovitch (Argentina)

Urso de Prata de Melhor Argumento 
"The Forgiveness Of Blood" (EUA)

Prémio Alfred Bauer - Filme Mais Inovador
"If Not Us, Who" de Andres Veiel (Alemanha)

Prémio de Melhor Primeiro Filme
"On the Ice" de Andrew Okpeaha MacLean (EUA)

Urso de Ouro de Melhor Curta-Metragem 
"Night Fishing" de Park Chan-wook e Park Chan-kyong (Coreia do Sul)

Para mais informações sobre a Berlinale espreitar aqui.

19 fevereiro, 2011

Curioso por ouvir o "resto" do disco!



The King of Limbs é o último disco dos Radiohead. Na estante deixamos o tema "Lotus Flower" e o desejo de conhecer todo o disco em breve!

18 fevereiro, 2011

Grammy´s 2011

e assim se educa um povo...


Esperanza Spalding ganha Grammy de Revelação Musical 2011 e noticiário passa performance de um tal Justin Bieber, que ao que parece, saiu derrotado.
Aqui fica a notícia:



Já agora, para quem não conhece Esperanza Spalding, postei um vídeo dela aqui: link 

os Beatles e os Beetles

17 fevereiro, 2011

porque é que...

não se escreve qero em vez de quero? Ou apenas qe em vez de que?

16 fevereiro, 2011

Amon Tobin com o Kronos Quartet



O bom gosto impera aqui! Este é um dos temas que integra o albúm "Foley Room"(2007) de Amon Tobin. Neste tema encontramos a electrónica do músico brasileiro conjugada com texturas acústicas a cargo do irrepreensível Kronos Quartet. Uma feliz e inteligente junção entre dois mundos musicais "supostamente" distintos. 

15 fevereiro, 2011

Guy Maddin


Guy Maddin é um realizador canadiano particularmente singular na sua forma de fazer cinema.
É apreciado sobretudo pela sua recriação original da estéctica do cinema mudo e do primeiro cinema sonoro. Há quem o chame de David Lynch canadiano pelo carácter experimental e surrealista dos seus filmes. Vi recentemente dois dos seus emblemáticos filmes, "My Winnipeg" (2007) e "Brand upon the Brain" (2006), este último com uma banda sonora genial! Para quem não conhece fica a sugestão...

"Water Mills" de Akira Kurosawa



Water Mills é o último conto de Dreams, um conjunto de contos por Akira Kurosawa.
A história trata-se de uma personagem do nosso tempo que caminha com mochila às costas e chega a uma aldeia tranquila, bonita, ecológica e situada fora de geografia conhecida. Aqui, o viajante encontra um velho habitante da aldeia, um ancião de 103 anos com quem tem uma conversa sobre a sociedade, a vida, etc.
Um lindo conto e uma bela conversa...

Aqui ficam alguns excertos da conversa:

Viajante- Bom dia!
Ancião- Bom dia!
V- Qual é o nome desta aldeia?
A- Não tem. Somente a chamamos de "A Aldeia"...
(...)
V- Não há electricidade aqui?
A- Não é necessário. As pessoas ficam muito habituadas à comodidade. Acreditam que a comodidade é melhor. Desprezam o que realmente é bom.
V- E o que acontece com a iluminação?
A- Temos velas e lanternas de azeite.
V- Mas as noites são muito escuras.
A- Sim. Suponho que esta noite também será. Porque é que a noite deve brilhar como o dia? Eu não gosto das noites tão brilhantes, não se pode ver as estrelas.
V- Têm terrenos mas não têm tractores para cultivá-los?
A- Não necessitamos. Temos vacas e cavalos.
V- O que usam como combustível?
A- Principalmente lenha. Não nos sentimos bem quando destruímos árvores mas... temos suficiente para nós com as que caem. Cortamos e logo as usamos para lenha. E se fizer carvão vegetal da madeira, umas poucas árvores podem dar tanto calor como todo um bosque. Sim, e os excrementos de vaca são um bom combustível também. Tentamos viver como o Homem de antigamente. É uma maneira natural de viver. As pessoas de hoje esqueceram-se que na realidade elas são somente parte da natureza. Por isso destroem a natureza, da qual dependem as nossas vidas. Pensam sempre que podem fazer algo melhor. Especialmente os cientistas. Parecem inteligentes, mas a maioria não compreende o coração da natureza. Só inventam coisas que no final tornam as pessoas infelizes. E ainda se sentem orgulhosos das suas invenções. E, o que é pior, é que a maioria das pessoas também se sente orgulhosa. Olham para nós como se fossemos um milagre. Adoram-nos. Não sabem, mas estão a acabar com a natureza. Não vêem que vão morrer. As coisas mais importantes para os humanos são o ar impo, a água limpa, as árvores e a erva que estes produzem. Tudo está a ficar sujo, poluído para sempre. Ar sujo, água suja e corações do Homem também sujos.
(...)
V- Estão a celebrar algo hoje?
A- Não, é um funeral. Acha estranho? Está bem, um funeral alegre. É bom, trabalhou duro, viveu muito e agora o agradece. Não temos templos nem capelas aqui. Por isso, todos da aldeia levam o defunto até o cemitério da colina. Não gostamos quando um dos jovens ou meninos morrem. É duro celebrar tal perda.  Mas, felizmente as pessoas desta aldeia abandonam a vida de uma forma natural. E tal costuma acontecer numa idade muito avançada.
(...)


Podem ver o conto completo aqui: Parte 1, Parte 2

Água e Vinho, Egberto Gismonti