16 junho, 2011

15 junho, 2011

tão distante, tão actual...

" Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar. "
                                                                   Caio Júlio César [ 100 a.C- 44 a.C]

14 junho, 2011

porque é que...

numa reportagem de um jornal da tv existe sempre gente a olhar (feitas totós) para a câmera e que fazem questão de ficar atrás da pessoa que está a ser entrevistada?

quem pretende nuvens de chuva?

Não será através de danças ou rituais mas através de tecnologia.
Se será benéfico para o Planeta?
Dúvido...
E não, não é uma teoria da conspiração. Encontra-se no site da NASA. Link

13 junho, 2011

Pessoa

Para não fugir à regra do dia, cá fica uma lembrança de Fernando Pessoa:
(aproveitando o assunto do meu último post, sobre a temível Morte)

Já me não pesa tanto o vir da morte.
Sei já que é nada, que é ficção e sonho,
E que, na roda universal da Sorte,
Não sou aquilo que me aqui suponho.


Sei que há mais mundos que este pouco mundo
Onde parece a nós haver morrer - 
Dura terra e fragosa, que há no fundo
Do oceano imenso de viver.


Sei que a morte, que é tudo, não é nada
E que, de morte em morte, a alma que há
Não cai num poço: vai por uma estrada.
Em Sua hora e a nossa, Deus dirá.

Fernando Pessoa

a morte

hoje recordei-me deste incrível excerto do filme "White Ribbon" de  
Michael Haneke:

Bahia com H, Rosa Passos

12 junho, 2011

citação

"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido."
                                                                                                                 Dalai Lama

11 junho, 2011

momento Walt Whitman

Walt Whitman
"Canto de mim mesmo"
XXV

Deslumbrante e tremendo quão velozmente me mataria o amanhecer,
Se eu não pudesse, agora e sempre, oferecer ao mundo o amanhecer de mim.

Nós também nos elevamos deslumbrantes e tremendos como o sol,
Descobrimos o nosso próprio Ser, ó alma minha, no meio da calma e da frescura do dia que vem.

A minha voz persegue o que os meus olhos não alcançam,
Com a minha língua rodeio mundos e mundos.

O meu discurso é gémeo da minha visão, incapaz de se medir a si próprio,
Provoca-me sempre, e sarcasticamente diz:
Walt, se conténs tanto, porque é que então não lhe dás saída?

Vem agora que não me deixarei atormentar, tu acreditas demasiado na articulação,
Não sabes, ó discurso como se juntam os rebentos debaixo de ti?
Aguardando na penumbra, protegido pela geada,
O húmus cede aos meus gritos proféticos,
Eu fundamento as causas e equilibro-as por fim,
O meu saber são as minhas partes vivas, ele está em harmonia com o sentido de todas as coisas,
A felicidade (que todos aqueles que me ouvem, homens e mulheres, vão hoje mesmo procurá-la).

Recuso-me a revelar o meu mérito supremo, recuso-me a extrair de mim o que realmente sou,
Rodeia os mundos, mas nunca tentes rodear-me,
Reclamo o melhor de ti, o mais delicado, olhando-te simplesmente.

Escrever e falar não me põem à prova,
No rosto levo a prova decisiva e tudo o resto,
Com um simples murmúrio dos meus lábios desconcerto em absoluto todos os cépticos.