19 agosto, 2011

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18 agosto, 2011

Parkeharrison e o onírico contemporâneo


Robert e Shana Parkeharrison constituem uma das duplas de fotógrafos mais famosas do mundo. São uma influência incontornável para inúmeros jovens fotógrafos . Para quem não conhece é obrigatório passar por aqui.

17 agosto, 2011

Tarkovsky: " Esculpir en el tiempo "



Este era um dos livros que estava em lista de espera há já algum tempo. Encontrei-o na Libreria Cervantes em Salamanca da última incursão que fiz ao país vizinho. Para admiradores e não só do cineasta russo, este é o livro que Tarkovsky concebeu como diário do seu trabalho, nele expõe a sua visão da arte e do cinema tanto a nível pessoal como teórico. Em " Esculpir en el tiempo" o autor revê todos os seus filmes e reflete sobre o uso dos elementos da linguagem cinematográfica, como o guião, os atores, a montagem , a música, etc. 
Reflexões sobre a arte, a estética e a poética no cinema por Tarkovsky, sejam bem vindas!

16 agosto, 2011

citação

" O homem é menos ele próprio quando fala sobre si mesmo. Dêem-lhe uma máscara e ele dir-vos-á a verdade."
Oscar Wilde


12 agosto, 2011

que desassossego

Nós não podemos amar, filho. O amor é a mais carnal das ilusões. Amar é possuir, escuta. E o que possui quem ama? O corpo? Para o possuir seria preciso tornar nossa a sua matéria, comê-lo, incluí-lo em nós... E essa impossibilidade seria temporária, porque o nosso próprio corpo passa e se transforma, porque nós não possuímos o nosso corpo (possuímos apenas a nossa sensação dele), e porque, uma vez possuído esse corpo amado, tornar-se-ia nosso, dei­xaria de ser outro, e o amor, por isso, com o desaparecimento do outro ente, desapareceria...
Possuímos a alma? — ouve-me em silêncio — Nós não a possuímos. Nem a nossa alma é nossa sequer. Como, de resto, possuir uma alma? Entre alma e alma há o abismo de serem almas.
Que possuímos? Que possuímos? Que nos leva a amar? A beleza? E nós possuímo-la amando? A mais feroz e dominadora posse de um corpo o que possui dele? Nem o corpo, nem a alma, nem a beleza sequer. A posse de um corpo lindo não abraça a beleza, abraça a carne celulada e gordurosa; o beijo não toca na beleza da boca, mas na carne húmida dos lábios perecíveis em mucosas; a própria cópula é um contacto apenas, um contacto esfregado e próximo, mas não uma penetração real, sequer, de um corpo por outro corpo... que possuímos nós? Que possuímos?
As nossas sensações, ao menos? Ao menos o amor é um meio de nos possuirmos, a nós, nas nossas sensações? e, ao menos, um modo de sonharmos nitidamente, e mais gloriosamente portanto, o sonho de existirmos? e, ao menos, desaparecida a sensação, fica a memória dela connosco sempre, e assim, realmente possuímos...
Desenganemos até disto. Nós nem as nossas sensações possuímos. Não fales. A memória, afinal, é a sensação do passado... E toda a sensação é uma ilusão...
(...)
Nós não possuímos as nossas sensações... Nós não nos possuímos nelas.

Bernardo Soares
Livro do Desassossego

imagens que falam


Corcovado

Um clássico.
Aqui interpretado por João Gilberto, Astrud Gilberto, Tom Jobim, Stan Getz, Sebastião Neto e Milton Banana.

fico triste... (2)

quando falo mais do que devo...