via e autoria: Dear Dieary
29 maio, 2012
27 maio, 2012
We Got More
'We Got More / Moving Glowstream' Remix EP out now, featuring remixes from Amon Tobin, Slugabed, Throwing Snow and more...
24 maio, 2012
23 maio, 2012
"Nação pequena que foi maior do que os deuses em geral o permitem, Portugal precisa dessa espécie de delírio manso, desse sonho acordado que, às vezes, se assemelha ao dos videntes (Voyants no sentido de Rimbaud) e, outras, à pura inconsciência, para estar à altura de si mesmo. Poucos povos serão como o nosso tão intimamente quixotescos, quer dizer, tão indistintamente Quixote e Sancho. Quando se sonharam sonhos maiores do que nós, mesmo a parte de Sancho que nos enraíza na realidade está sempre pronta a tomar os moinhos por gigantes. A nossa última aventura quixotesca tirou-nos a venda dos olhos, e a nossa imagem é hoje mais serena e mais harmoniosa que noutras épocas de desvairo o pôde ser. Mas não nos muda os sonhos.
EDUARDO LOURENÇO "Fonte - Jornal de Letras, Artes e Ideias
EDUARDO LOURENÇO "Fonte - Jornal de Letras, Artes e Ideias
22 maio, 2012
21 maio, 2012
18 maio, 2012
citação
O país não precisa de quem diga o que está errado; precisa de quem saiba o que está certo.
Agustina Bessa-Luís
16 maio, 2012
Uma mesa redonda de Realizadores bem dispostos!
Uma mesa redonda de Realizadores bem dispostos a contarem experiências das suas vidas!
Salaviza: em defesa pelo cinema português
numa resposta a João Pereira Coutinho:
Caro João Pereira Coutinho,
O meu nome é João Salaviza e sou um dos senhores de "chapéu na mão" que menciona no seu artigo ( www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/genios )
Escrevo-lhe para elogiar a clareza do seu pensamento, bem como a genialidade da sua capacidade sintética: em quatro curtos parágrafos tenta reduzir a zero o esforço que um filme leva a fazer e, melhor ainda, apelidar de mendigos os milhares de pessoas que têm dado tudo para fazer com que o Cinema Português continue a existir, mesmo em condições que são cada vez mais adversas. Bem sei que foram muitos os indigentes que no dia 9 se sentaram nas escadas da Assembleia para assistir a uma projeção de cem anos de filmes portugueses.
André Malraux disse um dia que "A cultura, sob todas as formas de arte, de amor e de pensamento, através dos séculos, capacitou o homem a ser menos escravizado". Parece fundamental esta ideia, precisamente por contrariar a sua visão puramente economicista. Nos tempos que correm o discurso dominante aponta para novas formas de escravatura: medo do défice, medo da dívida, medo da troika, medo de perder o emprego, medo de tudo. Não percebe, Sr. Coutinho, que hoje mais do que nunca precisamos da arte e da cultura para combater estas falsas inevitabilidades? Precisamos de criar novos mundos, e não é com números que o vamos fazer.
É pedir-lhe muito o esforço de entender que a cultura gera uma riqueza que é, acima de tudo, emocional e intelectual?
No pequeno texto da coluna que convictamente intitula "A Voz da Razão" (haja confiança!), o Sr. Coutinho consegue só falar de dinheiro, como se tudo na vida se resumisse ao binómio investimento & lucro: "investidor internacional"; "(...) de chapéu na mão em busca do dinheiro público", "diversificação das fontes", "chantagear a caridade do Estado", e "Metidos no prego, desconfio que os prémios do cinema português rendiam mais."
Sr. Coutinho: é inadmissível! Em primeiro lugar porque como jornalista deveria pelo menos informar-se antes de falar: tanto o filme RAFA (do mendigo João Salaviza) como o filme TABU (do mendigo Miguel Gomes) tiveram "investidores internacionais", e isso aconteceu antes dos prémios. A "caridade" veio de França, da Alemanha e do Brasil. Portanto, pergunto-lhe: é por desleixe e por estar mal informado, ou omitiu propositadamente estes factos?
Finalmente, acho que é de um enorme atrevimento insinuar que se está a "chantagear a caridade do Estado". Em primeiro lugar, porque o cinema português nunca recebeu dinheiro do orçamento de Estado, apenas de uma taxa de 4% sobre a publicidade, portanto se existe sector em Portugal que não beneficia de subsídios e apoios estatais esse sector é exatamente o do Cinema. Em segundo lugar, porque é precisamente o oposto da caridade aquilo que se pretende: um país onde exista o sentido de dever, por parte do Estado, de estabelecer condições para que os seus artistas criem em Liberdade.
Aproveito, Sr. Coutinho, para convidá-lo a assistir a um dos filmes portugueses que estão agora em exibição nos cinemas. Pode ser que lhe renda qualquer coisinha.
João Salaviza
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