14 agosto, 2012
13 agosto, 2012
10 agosto, 2012
entrevista a Tom Waits = Heath Ledger + Joker?
terá sido uma influência no papel de Joker (Heath Ledger)?
(entrevista a partir do min 1:30)
daniel pennac / como um romance
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A intimidade perdida…
Neste princípio de insónia,
repenso o ritual da leitura, todas as noites, à cabeceira da cama, quando ele
era pequeno, a horas fixas e com gestos imutáveis: era de certo modo como uma
oração. O súbito armistício depois da balbúrdia do dia, os reencontros livres de
todas as contingências, o momento de silêncio concentrado antes das primeiras
palavras da história, a nossa voz que finalmente soa como de facto é, a liturgia
dos episódios… Sim, a história lida todas as noites constituía a mais bela
função da oração, a mais desinteressada, menos especulativa, a que dizia
respeito apenas aos homens: o perdão das ofensas. Não se confessava nenhuma
falta, não havia qualquer preocupação em receber uma porção de eternidade, era
um momento de comunhão entre nós, a absolvição do texto, um regresso ao único
paraíso que tem valor: a intimidade. Sem que o soubéssemos, descobríamos uma das
funções essenciais do conto, e mais generalizadamente da arte em geral, que é
impor uma trégua no combate entre os homens.
O amor ganhava um novo
rosto.
E era
gratuito.
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Gratuito. Pelo menos era assim que
ele o entendia. Um presente. Um momento fora de todos os momentos. Qualquer que
fossem as circunstâncias. A história nocturna aligeirava-lhe o peso do dia.
Largavam-se as amarras. Ia com o vento, levíssimo, o vento que era a nossa
voz.
Não lhe pedíamos que pagasse a
viagem, não lhe exigíamos nada, nem um centavo, não lhe pedíamos a menor
contrapartida. Nem sequer era uma recompensa. (Ai as recompensas… a necessidade
de alguém se mostrar recompensado!) No nosso caso, tudo era
gratuito.
A gratuidade é a única moeda da
arte.
daniel
pennacc
como um
romance
trad.
francisco paiva boléo
edições
asa
1994
09 agosto, 2012
07 agosto, 2012
05 agosto, 2012
04 agosto, 2012
Sumário
Estou contente com os deveres
que me impus, na minha vida
estranhas coisas se conjugaram:
ternos fantasmas que me despenteavam,
categóricas mãos minerais,
um vento desenfreado que me abalava,
o espinho de beijos lacerantes, a dura realidade
dos meus irmãos,
o meu dever imperioso de vigia,
a minha tendência para ser apenas eu
na fragilidade dos meus prazeres,
por tudo isso - água na pedra - a minha vida
foi cantando entre a alegria e a tristeza.
Pablo Neruda
03 agosto, 2012
notas
qual a diferença entre uma nota de 10 euros do nosso sistema e uma nota do mesmo valor do monopoly?
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