13 setembro, 2012

ALIMENTAÇÃO COMO UM ESTADO DE CONSCIÊNCIA Alimentação e filosofia macrobiótica


"A vida deve ser sustentada com o princípio dos 3 ésses: na busca do sustento, da saúde e da sabedoria."    Agostinho da Silva
A vida atualmente coloca-nos vários desafios com os quais nos deparamos diariamente, e isso interfere com o nosso bem estar, físico e psicológico. As alterações climáticas, a poluição ambiental, o stress, o consumismo e a decrescente qualidade de vida e dos alimentos colocam-nos dificuldades se pretendermos mantermo-nos saudáveis. Apesar de tudo, a forma como escolhemos viver é da nossa responsabilidade. Se tomarmos as nossas decisões num todo e em consciência com a nossa condição, como seres integrantes numa sociedade, podemos melhorar esse nosso bem estar a todos os níveis.

A crise que atualmente vivemos, é uma crise de valores, de identidade. Deixámos de ter tempo, “não temos tempo para nada”, vivemos escravos do nosso comodismo e das nossas vontades supérfluas. Queremos uma vida como aquele, e aqueloutro, e deixamos de viver as nossas vidas. Deixámos de viver em comunidade porque deixámos de saber dialogar e partilhar. Ninguém empresta nada a ninguém, porque ninguém tem responsabilidade de nada. Deixámos os nossos terrenos aos cucos para irmos comprar o que queremos a uma qualquer grande superfície, sem pensarmos que custo isso tem. Abandonámos as nossas hortas, ou passámos a alimenta-las com adubos químicos. Os animais de criação a pouco sabem, são criados sem respeitarmos o seu ciclo, encaixotados e com uma alimentação á base de hormonas e rações químicas. Deixamos de comer com as estações do ano, o que é da época, comemos tudo o que nos aparece à frente sem sequer perguntarmos o que é, e de onde vem. Hoje em dia, poucos são os peixes que sabem a mar, e se o sabem é porque lhe deram uma injeção para terem sabor!

A Alimentação tem uma influência poderosa no nosso bem estar físico, mental e espiritual. A Macrobiótica não é exclusivamente uma dieta, um regime, mas sim um estilo de vida que tem como objetivo último ajudar-nos a desenvolver o nosso potencial humano, ao seguirmos as leis da natureza dum ponto de vista biológico (através da alimentação), ecológico (fazendo escolhas diárias que contribuem para uma melhor qualidade de vida ambiental), social e espiritual (tratando os outros com respeito e amor, assumindo a nossa responsabilidade como um pequeno elo numa vasta cadeia de seres e fenómenos). (Francisco Varatojo*)

A Macrobiótica considera também a qualidade energética dos alimentos (yin e yang) para criar equilíbrio. Os cereais integrais são o alimento principal na macrobiótica, que também inclui uma grande variedade de vegetais e alimentos complementares como leguminosas, algas, oleaginosas, sementes, frutos e alguns alimentos de origem animal. Idealmente os alimentos são de origem orgânica, frescos, sazonais e da mesma área geográfica.

Temos o livre arbítrio para escolhermos comer e viver como quisermos, mas há uma responsabilidade inerente a cada uma das escolhas que fazemos. A esse nível, a alimentação é importante, essencial, porque nos dá a base biológica, a saúde para gozarmos a vida em todo o seu esplendor e para termos sensibilidade para com o meio que nos rodeia. Nós somos literalmente o que comemos, os alimentos criam o nosso sangue que vai nutrir as células, os órgãos, o cérebro. Sem alimentos a vida não é possível. (Francisco Varatojo) A filosofia macrobiótica não é solução para nada, mas permite-nos um despertar de consciência para uma visão global do que nos rodeia.

Se pensarmos bem, verificamos que na altura que poderíamos ter menos preocupações e gozar mais da vida, porque sim temos mais tempo, é quando nos aparece o Alzheimer, o Cancro e as doenças cardiovasculares. A partir dos 40, quem consegue viver sem tomar um comprimido para a tenção, colesterol ou para dormir? Vivemos uma vida de excessos e se nem em nós pensamos, como pudemos pensar nos outros. As coisas só acontecem aos outros, se nos aparece alguma doença é porque é hereditário, o médico não detetou a tempo, ou porque tinha que acontecer. Não somos responsáveis por nada! Prevenir? Para quê? “Até posso nem lá chegar”. Muitas vezes esses excessos, desequilíbrios chegam-nos em determinados sintomas, que não ligamos, e mais tarde passam a doenças pouco reversíveis. Aí os medicamentos tornam-se os nossos melhores amigos. “Toma o comprimido que isso passa” (António Variações).

A saúde é a nossa maior felicidade, e é um reflexo das nossas escolhas e prioridades. Faça-se feliz à sua maneira e em consciência.

Um sorriso e um abraço,
André Tereso
Aluno de 2.º ano do Curso Curricular de Macrobiótica no Instituto de Macrobiótica de Portugal (http://www.e-macrobiotica.com/)

* Francisco Varatojo é o diretor do Instituto de Macrobiótica de Portugal, e é desde há muitos anos reconhecido como um dos consultores macrobióticos mais qualificados, sendo procurado regularmente pelos principais centros europeus para seminários e consultas. Começou a estudar Macrobiótica em 1977 e foi o fundador do Instituto Kushi após ter estudado no Instituto Kushi de Boston onde foi assistente pessoal de Michio Kushi. (http://www.e-macrobiotica.com/artigos_e_multimedia/artigos/)
Palestra a apresentar no Festival TEMPO D´ALDEIA
28 de Setembro de 2012

para Geeks


12 setembro, 2012

Porque as vossas medidas são sempre anunciadas à hora da bola...

um interessante poema de um amigo:

Porque as vossas medidas são sempre anunciadas à hora da bola...


"À espera que rebente a esfera de fogo ardente
que traz dias cinzentos de grandes temporais
E sentadas à espera afundam na galera
as vítimas de guerra dos lucros imorais

Há quem fique indiferente, levado pela corrente
embalado na lábia das prosas banais
virá o ferro em brasa para os marcar em massa
servindo-os de repasto aos bandos de chacais

(Carnavais e circos e futebóis,
deixaram-te ó povo em tão maus lençóis
nesses trapos velhos te vão embrulhar
servem de mortalha para te enterrar)

Novos oportunistas tal como parasitas
"doutores" e "engenheiros" da maquinação
pavões, galos de crista a querer dar nas vistas
a defender a obra de destruição

E passeia o pedante altivo e triunfante
engendrando mais formas de nos explorar
Guiando o carro novo (aquele que pagou o povo)
vai largando miséria por onde passar

Rectângulo esquisito, hás de estar sempre aflito
enquanto não souberes andar pela tua mão
põe o ferro na forja, livra-te dessa corja,
e aprende esta palavra: REVOLUÇÃO!"

Miguel Calhaz 

in "Carnavais, Circos e Fute-boys"

10 setembro, 2012

no presente

não basta mudar o governo, políticos... mesmo que se mude, mais cedo ou mais tarde tudo voltará ao que era antes.
embora seja o problema que mais sobressai neste momento (governo, sistema,etc.), temos sim, que nos mudar a nós mesmo.
não é o externo que está mal, é o interno de cada um.
deixemos de lado o "chico espertismo", o egoísmo, o excesso de poder, a inveja, orgulho, nariz empinado, o egocentrismo e mudemos realmente o país e o mundo.
levará o seu tempo, mas se cada um se esforçar por ser uma pessoa mais justa/síncera, tudo ficará melhor.

E Depois?

E Depois?

Os seus colegas preferidos, na escola, pensavam
Que viria a tornar-se um homem famoso;
Ele pensava o mesmo e guiava-se por isso,
Enchendo de trabalho os seus vinte anos;
"E depois?", cantava o fantasma de Platão. "E depois?"

Tudo o que escrevia era lido,
Alguns anos mais tarde ganhou
Dinheiro suficiente para o necessário,
Os amigos haviam sido realmente amigos;
"E depois?", cantava o fantasma de Platão. "E depois?"

Realizaram-se os seus mais ardentes sonhos -
Uma velha casita, mulher, filha, filho,
Campos onde cresciam couves e ameixoeiras,
Poetas e Intelectuais visitavam-no;
"E depois?", cantava o fantasma de Platão. "E depois?"

"O trabalho está feito", pensou, já velho,
"De acordo com o meu plano juvenil;
Deixem bradar os tolos, que em nada me afastei dele,
É algo que foi crescendo até à perfeição";
Mas aquele Fantasma cantou ainda mais alto "E depois?"

W. B. Yeats

citação

"A lei nunca fez os homens sequer um pouco mais justos; e o respeito reverente pela lei tem levado até mesmo os bem-intencionados a agir quotidianamente como mensageiros da injustiça."
Henry David Thoreau

09 setembro, 2012

07 setembro, 2012

Burton

que se passa contigo Tim?
sinto saudades de um filme teu do nível do Big Fish...

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