24 setembro, 2012

Doc. sobre Herberto Helder

Hoje, na RTP2...
Não percam!!!

http://www.rtp.pt/programa/tv/p23210

pouca margem de erro

Há um ano partilhava um desabafo pessoal quanto à situação do país neste post:

Desabafo

Amigos cépticos, já mudaram de ideias e concordam com este post?
Não, não acho que seja difícil perceber o que se passa. Basta não acreditar em tudo o que os Media nos dizem, olhar para a história e pensar pela nossa cabeça.

Mais uma vez, deixo um pequeno excerto do interessante Noam Chomsky:

"Para fazer com que uma medida inaceitável seja aceite, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, durante anos consecutivos. Foi dessa forma que condições sócio-económicas radicalmente novas (neoliberalismo), foram sendo impostas durante as décadas de 80 e 90:
Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram rendimentos mínimos, em suma, tantas mudanças, que teriam provocado uma revolução caso tivessem sido aplicadas todas de uma vez."

23 setembro, 2012

li algures

O optimista é aquele que diz: 
"Se isto continua assim, acabamos todos na rua a pedir esmola"


O pessimista é aquele que pergunta: 

"A quem?"

22 setembro, 2012

uma pérola...

oi???

21 setembro, 2012

sítio certo à hora certa

gosto destas oportunidades imprevisíveis...

17 setembro, 2012

Adeganha



 
ADEGANHA

Cores de Outono

Dia 22 e 23 de Setembro de 2012
ADEGANHA, TORRE DE MONCORVO     

A vida prossegue aqui no planalto, e agora inicia-se um novo ciclo. Chegou a apanha da amêndoa, já se preparam as cubas para o vinho e a azeitona, apesar de não chover, já se faz notar nas oliveiras. Aproxima-se o outono, e a falta de água acelera o decaimento das cores e das folhas. A Natureza ganha outra dimensão, mas o sentido é o mesmo. A partilha!
Procuramos com este pequeno evento dar as boas vindas ao Outono, e às actividades que a esta estação estão associadas. Os familiares voltaram para longe, mas a dureza dos afazeres não deixa tempo às saudades. As aldeias ficam mais sós, e depende-se da interajuda da comunidade para que parte das colheitas não fiquem no chão.

“ADEGANHA, cores de outono” é mais um acontecimento que dá a conhecer a ligação à terra das gentes da Terra Quente Transmontana. Aspira-se continuar a sensibilizar para a valorização da nossa identidade e cultura tradicional, dando a conhecer os usos e costumes desta região, tão ligados aos ciclos da natureza. Mais uma vez se pretende a valorização dos produtos da terra, destas atividades e destas gentes.

Neste fim-de-semana, que queremos regido pelo convívio entre gerações, as diversas atividades pretendem a partilha de conhecimento para que se valorize a experiência, a tradição, os valores e se dê continuidade a esse Saber Fazer às gerações vindouras.

O programa central das atividades será a vindima, e os trabalhos que lhe estão associados, mas não nos esquecemos da importância da amêndoa nesta região. Haverá ainda uma caminhada de envolvimento com a paisagem, oficinas de compotas e marmelada, e de licores, teatro, musica e a tradicional ronda pelas adegas.

Vai um copinho? SAÚDE!

Grupo de Amigos da Adeganha
Também no facebook

16 setembro, 2012

filme a cores mais antigo do mundo

" Foi, esta semana, anunciada a descoberta do filme a cores mais antigo do mundo. A película, datada de 1902, foi encontrada pelo National Media Museum em Bradford, no Reino Unido, depois de ter permanecido esquecida numa lata ao longo de mais de um século. De acordo com os responsáveis do museu britânico, trata-se de um achado com enorme importância para o cinema mundial. (...) "



Fonte e excerto de texto: Boas Notícias

15 setembro, 2012

13 setembro, 2012

ALIMENTAÇÃO COMO UM ESTADO DE CONSCIÊNCIA Alimentação e filosofia macrobiótica


"A vida deve ser sustentada com o princípio dos 3 ésses: na busca do sustento, da saúde e da sabedoria."    Agostinho da Silva
A vida atualmente coloca-nos vários desafios com os quais nos deparamos diariamente, e isso interfere com o nosso bem estar, físico e psicológico. As alterações climáticas, a poluição ambiental, o stress, o consumismo e a decrescente qualidade de vida e dos alimentos colocam-nos dificuldades se pretendermos mantermo-nos saudáveis. Apesar de tudo, a forma como escolhemos viver é da nossa responsabilidade. Se tomarmos as nossas decisões num todo e em consciência com a nossa condição, como seres integrantes numa sociedade, podemos melhorar esse nosso bem estar a todos os níveis.

A crise que atualmente vivemos, é uma crise de valores, de identidade. Deixámos de ter tempo, “não temos tempo para nada”, vivemos escravos do nosso comodismo e das nossas vontades supérfluas. Queremos uma vida como aquele, e aqueloutro, e deixamos de viver as nossas vidas. Deixámos de viver em comunidade porque deixámos de saber dialogar e partilhar. Ninguém empresta nada a ninguém, porque ninguém tem responsabilidade de nada. Deixámos os nossos terrenos aos cucos para irmos comprar o que queremos a uma qualquer grande superfície, sem pensarmos que custo isso tem. Abandonámos as nossas hortas, ou passámos a alimenta-las com adubos químicos. Os animais de criação a pouco sabem, são criados sem respeitarmos o seu ciclo, encaixotados e com uma alimentação á base de hormonas e rações químicas. Deixamos de comer com as estações do ano, o que é da época, comemos tudo o que nos aparece à frente sem sequer perguntarmos o que é, e de onde vem. Hoje em dia, poucos são os peixes que sabem a mar, e se o sabem é porque lhe deram uma injeção para terem sabor!

A Alimentação tem uma influência poderosa no nosso bem estar físico, mental e espiritual. A Macrobiótica não é exclusivamente uma dieta, um regime, mas sim um estilo de vida que tem como objetivo último ajudar-nos a desenvolver o nosso potencial humano, ao seguirmos as leis da natureza dum ponto de vista biológico (através da alimentação), ecológico (fazendo escolhas diárias que contribuem para uma melhor qualidade de vida ambiental), social e espiritual (tratando os outros com respeito e amor, assumindo a nossa responsabilidade como um pequeno elo numa vasta cadeia de seres e fenómenos). (Francisco Varatojo*)

A Macrobiótica considera também a qualidade energética dos alimentos (yin e yang) para criar equilíbrio. Os cereais integrais são o alimento principal na macrobiótica, que também inclui uma grande variedade de vegetais e alimentos complementares como leguminosas, algas, oleaginosas, sementes, frutos e alguns alimentos de origem animal. Idealmente os alimentos são de origem orgânica, frescos, sazonais e da mesma área geográfica.

Temos o livre arbítrio para escolhermos comer e viver como quisermos, mas há uma responsabilidade inerente a cada uma das escolhas que fazemos. A esse nível, a alimentação é importante, essencial, porque nos dá a base biológica, a saúde para gozarmos a vida em todo o seu esplendor e para termos sensibilidade para com o meio que nos rodeia. Nós somos literalmente o que comemos, os alimentos criam o nosso sangue que vai nutrir as células, os órgãos, o cérebro. Sem alimentos a vida não é possível. (Francisco Varatojo) A filosofia macrobiótica não é solução para nada, mas permite-nos um despertar de consciência para uma visão global do que nos rodeia.

Se pensarmos bem, verificamos que na altura que poderíamos ter menos preocupações e gozar mais da vida, porque sim temos mais tempo, é quando nos aparece o Alzheimer, o Cancro e as doenças cardiovasculares. A partir dos 40, quem consegue viver sem tomar um comprimido para a tenção, colesterol ou para dormir? Vivemos uma vida de excessos e se nem em nós pensamos, como pudemos pensar nos outros. As coisas só acontecem aos outros, se nos aparece alguma doença é porque é hereditário, o médico não detetou a tempo, ou porque tinha que acontecer. Não somos responsáveis por nada! Prevenir? Para quê? “Até posso nem lá chegar”. Muitas vezes esses excessos, desequilíbrios chegam-nos em determinados sintomas, que não ligamos, e mais tarde passam a doenças pouco reversíveis. Aí os medicamentos tornam-se os nossos melhores amigos. “Toma o comprimido que isso passa” (António Variações).

A saúde é a nossa maior felicidade, e é um reflexo das nossas escolhas e prioridades. Faça-se feliz à sua maneira e em consciência.

Um sorriso e um abraço,
André Tereso
Aluno de 2.º ano do Curso Curricular de Macrobiótica no Instituto de Macrobiótica de Portugal (http://www.e-macrobiotica.com/)

* Francisco Varatojo é o diretor do Instituto de Macrobiótica de Portugal, e é desde há muitos anos reconhecido como um dos consultores macrobióticos mais qualificados, sendo procurado regularmente pelos principais centros europeus para seminários e consultas. Começou a estudar Macrobiótica em 1977 e foi o fundador do Instituto Kushi após ter estudado no Instituto Kushi de Boston onde foi assistente pessoal de Michio Kushi. (http://www.e-macrobiotica.com/artigos_e_multimedia/artigos/)
Palestra a apresentar no Festival TEMPO D´ALDEIA
28 de Setembro de 2012